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Jornal Diário de Suzano - 22/11/2017
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Acompanhamento religioso aos menores da Fundação Casa

15 MAI 2015 - 08h00

Na Região do Alto Tietê, há três unidades da Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente), que acolhem os menores infratores, duas em Ferraz de Vasconcelos e uma em Itaquaquecetuba. A solidão dos meninos que aí se encontram, como numa gaiola, como canários presos, é quebrada pela visita, que semanalmente recebem por parte dos jovens das paróquias, alguns dos quais são da Pastoral da Juventude. Os internos são moços, verdadeiros meninos, cada um com sua história. Everton que os visita uma vez por semana, assim escreveu no facebook : “A maioria deles tem uma educação precária, alguns nunca estudaram e poucos são os que terminaram o Ensino Médio. Quase todos usuários de algum tipo de droga. Com famílias destruídas, passaram a odiar o pai ou a mãe, abandonando o lar e tornando-se massa de manobra dos mais pervertidos”.

Os menores carentes, por viverem sem carinhos e carícias, estão aí, porta-vozes de aventuras mal vividas, chocantes e doloridas. Vivem jogados como restos, como deliquentes, mas vivem, tristemente, numa amarga e indecifrável solidão. A visita dos jovens das paróquias e o trabalho de educadores e profissionais psicólogos transforma-se num solidário abraço de amor e amizade e num serviço de recuperação e reabilitação social. Se cuidarmos desses meninos com urgente carinho, veremos nascer com certeza, na vida deles, um futuro novo, alcançado não por meio de papeis da lei, mas pela obra socioeducativa da Instituição e da Igreja.

Antes de chegarem à Fundação Casa, como hipotéticos criminosos, antes de perderem a liberdade, os menores brincavam nas ruas e nas praças, nos mais altos voos de fantasia e liberdade. Ao serem traídos e manipulados, colocaram em risco a própria vida, tornando-se um perigo e coagidos, após caírem nas mãos dos policiais, a viver num obscuro e cinzento ambiente de reclusão.

Everton, que coordena a visita semanal dos jovens, organizou na Quinta Feira da Semana Santa o lava pés para aqueles que se deixaram levar ao crime, caindo no precipício, do qual os menores tentam de sair e voltar a ser livres na sociedade. Sabemos porém, que qualquer tipo de rejeição por parte da família ou da comunidade civil, aumentará a amarga experiência do convívio social. Afinal quem pode dizer que eles são deliquentes e bandidos para sempre?

A corrente de solidariedade dos familiares e amigos evitará que caiam mais uma vez no precipício e caminhem na estrada da vida, do amor e da paz. A Pastoral do Menor oferece o necessário serviço de acompanhamento religioso. Os Padres e os jovens de Itaquaquecetuba e de Ferraz andam de mãos dadas com os detentos, com a esperança de mudar o futuro deles. Também o bispo diocesano Dom Pedro Luiz que a cada dia enfrenta a correnteza da vida, levou um pouco de luz e de esperança para essa juventude sofrida, visitando a Fundação Casa de Ferraz.

Este acompanhamento religioso pode trazer a salvação, afinal, para quem perdeu tudo, resta a possibilidade de confiar na justiça amorosa e libertadora do Pai Celeste.

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