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Jornal Diário de Suzano - 19/11/2017
mrv

Alívio

12 JUL 2015 - 08h00

Há muita gente cansada. Principalmente nos dias de hoje. Mundo de correria, de atropelo, que estropia nervos. Os homens parecem peregrinos correndo atrás de miragens. Sofrem da alma e do corpo. Não há quase tempo para dar um telefonema para um amigo, tão pouco para enviar cartas, e-mails, cartões de aniversário; não há tempo para se relacionar. A gente conhece tantas pessoas, mas pouquíssimos são os amigos. Não existe mais aquele costume tão saudável de ir à casa do outro simplesmente para conversar, compartilhar. Todos estão ocupados demais. Quando chegam as férias é que sentimos mais o quanto as pessoas estão distantes umas das outras. Falta vínculo, comunhão. Nós vivemos, mas não convivemos. Deixamos para trás coisas importantes. Uma delas é o relacionamento humano. Será que esta vida de correria vai-nos levar a algum lugar?     O nosso século sofre de angústia. De uma inexplicável angústia. De uma angústia, na maioria dos casos, sem causa aparente. Quando ficamos sabendo de alguém que cometeu suicídio, perguntamos: "Por quê? Mas essa pessoa não aparentava ter problemas tão graves!" Assim julgamos, pelas aparências, porque não nos aprofundamos nos relacionamentos. Muitos se reúnem num bar para beber, "jogar conversa fora", ou para um encontro social numa festa; porém, é só isso. O que diremos de pessoas que moram sob o mesmo teto, mas não compartilham a vida?! Solidão é o que sente a maioria das pessoas. Chega-se dessa maneira a uma conclusão surpreendente: o homem sofre, não raro, sem saber por quê. Mas sofre. E sofre tanto mais quanto menos sabe de quê.

Vivemos ansiosos, preocupados com muitas coisas que não merecem nosso desgaste mental e físico. Um médico norte-americano fez uma pesquisa sobre os motivos das apreensões dos seus pacientes, tendo chegado ao seguinte resultado: 40% afligia-se por coisas que nunca aconteceram; 30% por coisas inteiramente fora de seu controle; 12% por causa da saúde e, ainda assim, por males imaginários: 10% por seus parentes, amigos e vizinhos, ainda que nem sempre eles pudessem cuidar de si mesmos. Somente 8% sofria por motivos realmente sérios. Precisamos aprender a descansar em Deus. As pessoas também sofrem pelo cansaço de quem corre a esmo. De quem luta sem nunca atingir o adversário. De quem trabalha sem paga. De quem rema sem sair do lugar. Um sentimento de frustração como esse abate as maiores resistências e é pior do que certo micróbio, cultivado no laboratório Nacional de Física de Tendeington, no Reino Unido, e conhecido pela capacidade que tem de perfurar e digerir chapas de aço de 2,5 centímetros de espessura. Quanta gente cansada de lutar, de viver, pensa em desistir da vida por não suportar mais o peso que carrega?! Mas Cristo tem uma mensagem dirigida aos cansados: "Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei". (Mateus 11:28) De que maneira Ele nos alivia? Carregando Ele mesmo o nosso fardo. Ou carregando-o junto conosco. Basta irmos a Ele.



Sueli Barão

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