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Jornal Diário de Suzano - 22/11/2017
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Amigos, amigos, negócios à parte

21 JUL 2015 - 08h00

É bem provável que já tenha acontecido também com você a constrangedora situação de alguma pessoa bem próxima, que estava negativada no SPC/Serasa, pedir para utilizar seu nome para fazer compras ou até financiamento. Qual foi sua resposta? Recente pesquisa apontou que 2 em cada 10 brasileiros com restrições de crédito já realizaram esse tipo de pedido. O problema surge quando o interessado não honra com os pagamentos das prestações. Aí o "abacaxi" fica nas mãos daquele que atendeu o pedido de parente, amigo ou de alguém com quem mantinha relacionamento afetivo. Temos ainda casos de consumidores que embora não negativados, têm estourado o limite do cartão de crédito, de banco ou do cheque especial, e como desejam continuar gastando, fazem pedido para comprar em nome de terceiros; lógico, que com a promessa de pagar direitinho. Esse tipo de acordo tem como base a amizade e confiança, mas se por acaso a dívida não for saldada, quem ficará em maus lençóis é aquele que resolveu fazer o "favorzinho". Conversei com algumas pessoas que tiveram o nome sujo por causa dessa prática. Muitas disseram que ficaram receosas em emprestar o nome, mas, por receio de ter a amizade abalada, não tiveram coragem de dizer "não". Também é comum o pedido para se realizar compras com o cartão de crédito alheio. Muito perigoso! Os juros são altíssimos sobre o saldo financiado, e em caso de inadimplência, o titular terá o cartão bloqueado e seu nome lançado no cadastro de restrição a crédito, além de responder a ação de cobrança. É problema que não acaba mais. A questão é, que além de todos esses dissabores, a relação de amizade se rompe, ou seja, quem fez o "favorzinho" ficará com a dívida sem ter usufruído da compra. Caro leitor, se você disser "não" e a pessoa que deseja usar seu nome colocar a amizade em xeque, é porque a relação de afetividade não é tão forte assim. Não podemos esquecer o provérbio português que diz o seguinte: "Amigos, amigos, negócios à parte". Dizem os mais antigos que amizades sempre dão prazer. Senão quando chegam, pelo menos quando partem.



Jorge Lordello

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