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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2017
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Às Vezes...

23 MAI 2015 - 08h00

Estava pensando ao balanço das ideias que nos chegam, antes de começar esta crônica. E no balanço a gente sai voando um pouco. Coisas e situações que vivemos, tanto no presente como no passado, ou no que ainda virá. Sabe-se lá?...

E me dei conta do quanto somos brasileiros no nosso idioma. Usamos particularidades que os portugueses não usam. Como “gente”, por exemplo, é bem típica do Brasil. E por aí vamos.

Muitas vezes inicio a escrever e só então me vem o tema da crônica. As vezes também vôo por aí. Lembrando de quando era pequeno. Do quanto já naveguei pelo tempo e pelo espaço... ah, esses mares que nos sacodem ou nos fazem deslizar.

Esta semana caiu-me nas mãos um livro do pintor brasileiro Panceti. Que de há muito gosto de ver, especialmente suas paisagens marinhas. Filho de militar viajei muito, morei em muitas paisagens pelo nosso País e fora. Fiz o Jardim de Infância, ou Pré-Escola I, como parece que chamam hoje, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Lembro de coisas dessa época. E fui fazer o primeiro ano, ou primeira série, dirão outros, em Salvador, Bahia. Alfabetizado com “fe”, “gue”, “me”, “ne” e outras particularidades locais. E, até meus pais alugarem uma casa, moramos numa Pensão, uma espécie de hotel familiar daquela época. Ficava bem próximo de uma praia. Nessa mesma pensão morava o pintor José Panceti. Isso era por 1952 ou 1953. O pintor se dava bem comigo. Ele tinha sido militar, como meu pai, mas era da Marinha, meu pai era do Exército. Via as fotos dele em uniforme. Eu era o único do lugar que ele deixava entrar no seu quarto. Não lembro de seus filhos ou de sua mulher. Lembro dele. Lembro de seu quarto, grande, que ele pintou todo, das paredes às janelas. Ficava escuro. Mas também gostava de falar com ele quando pintava na praia. Parecia que ele não era muito de conversar. Eu era um garotinho muito tímido e devia falar bem pouco também. Panceti faleceu não muito depois.

Após isso, lembrei do B. B. King, guitarrista americano de Blues, que faleceu dia 14 de maio passado, aos 89 anos. Gostava do que ele fazia, ainda que siga mais o Jazz, que também teve origem no Blues do Sul dos Estados Unidos. Jazz que vai dar base, junto com o Samba, à Bossa Nova, para músicos que já conheciam também música clássica. De quanta mistura cheia de originalidade somos capazes.

Somos assim, os brasileiros. Somos assim, os paulistas. Somos assim, os suzanenses. Se nos déssemos as mãos, faríamos mais e chegaríamos mais longe, né não?...



Suami Paula de Azevedo

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