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Belezas

30 JAN 2016 - 07h00

suami-cor_O ano começou mesmo. Sei de gente que está em férias. Aproveitem, ainda dá. Mas o Carnaval, marca brasileira de que os tempos mudam é daqui a uns dez dias. Aí restarão as Cinzas. Para os que creem, ou talvez, para os antigos, são mais quarenta dias de silêncio das luzes.

Enfim... vamos nos preparando, muita coisa vem aí. Não deu nem para conversar com meu amigo Marcos Ritton, que descobre antes tantas coisas, lendo sinais que nem consigo perceber, coisas, que devemos aguardar. Mas como ainda acho que temos de fazer a nossa parte, vamos seguir.

Fiquei pensando nas pessoas. Sou dos que gostam de gente. Modestamente, não sou lá de ficar feliz no meio da multidão. Claro, a gente sempre tende a pensar primeiro nas pessoas que ama, nas que admira, nas que respeita. Somos assim. Os pessimistas, que pensam diferentemente, que nos perdoem, mas carinho é fundamental.

E sei o quanto tanta gente por aí faz coisas lindas. E digo, e reconheço, se pudesse, expandiria os exemplos, repercutindo os modelos positivos que nos são oferecidos. E, que coisa incrível, tantas vezes nem nos damos conta, na maioria das vezes até mesmo por simples e dominante falta de atenção.

Quantas vezes caminhamos nas ruas olhando, como criança pequena, os riscos no piso das calçadas. Nem olhamos os semelhantes que nos rodeiam. Praticamos aqueles tristes versos do Drummond que nos colocam sozinhos, entre milhões de habitantes de uma cidade grande.

Este ano, sem qualquer dúvida, é um ano importante para mim, como foram todos os demais que o antecederam. Com toda certeza este será um ano importante também para você. Este será um ano importante para todos nós.

Será que vemos tudo o que nos passa frente os olhos? Será que percebemos tudo que se passa diante da nossa mente, da nossa imaginação, da nossa inteligência? Será que o mundo dito “real” é tão diverso assim do mundo dos nossos sonhos?

Olhar e ver. Não são coisas do nosso normal? Sim. Mas será que são iguais? Será que não deixamos de ver o que olhamos demais?

Será que vemos os seres, nossos semelhantes que olhamos quando passam por nós?

Será que vemos tantas coisas boas que nos alcançam de um modo ou de outro no transcorrer da nossa vida?

Disse certa vez num poema, que intitulei “Linha”: “extensa linha se afasta pelo horizonte/ balançando o meu sonho/ em esperançosas ternas vagas salobres que vão e vem”// “o chão arenoso a meus pés é real/ e temo deixar de vê-lo ao vê-lo tanto/ tanto olho o mar”.

Olhemos o nosso novo ano com um belo modo de ver.

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