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Jornal Diário de Suzano - 18/09/2020
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Brigas desnecessárias...

25 NOV 2015 - 07h00

lorena-burger-jurada-do-c-de-cronica-frrUma das notícias estampadas na internet era o resultado de um julgamento nos Estados Unidos, onde uma atriz brasileira (aparentemente pouco conhecida aqui) teria que pagar pensão ao ex-marido, a quantia aparentemente razoável em função de sua profissão.

A notícia em si não me causa nenhum espanto, afinal, como advogada, entendo que direitos devem ser iguais e a mulher não pode continuar sendo vista sempre como a parte frágil, aquela que deve ser protegida e amparada porque não tem capacidade de se manter e organizar sozinha.

A luta hoje é para que os direitos sejam de fato iguais, que profissões possam ser exercidas por homens e mulheres que recebam igual remuneração, que os filhos possam ser criados por elas ou por eles com igualdade.

Não me considero uma feminista, pois, entendo que como mulher, agindo naturalmente tenho as armas, isto é, inteligência e capacidade para obter êxito nas minhas empreitadas, afinal a possibilidade de progresso é aberta para os dois sexos, sendo ainda o entrave à diferença salarial, que segundo as análises (tortas) a mulher não deve ser remunerada como o homem porque ela tem a possibilidade de ser mais ausente, para cuidar da prole e de afazeres domésticos.

Hoje o próprio governo reconhece a igualdade nos cuidados familiares quando permite ao pai usufruir de uma licença paternidade maior, que perdura para acompanhar os primeiros cuidados tanto com o recém-nascido como com a esposa, que vem mais debilitada após o parto seja normal ou por cesárea.

Ora, se ocorre a separação, assim como muitas mulheres tem no direito de pleitear pensão, os homens também tem esse mesmo direito e, no Brasil já é fato, não tão divulgado, pois, esse tipo de processo é protegido por segredo de justiça e, só recebe divulgação aqueles que envolvem pessoas públicas, que o fazem espontaneamente.

Na separação, a briga pela guarda dos filhos sempre envolve o pagamento da pensão, de um lado o pagador e de outro o recebedor, o pagador sempre se sentindo usurpado, entendendo que vai pagar para manter a ex com mordomias, o mesmo acontecendo no inverso, quando é ela que paga, sem se preocupar de fato com a vida e o bem estar de crianças envolvidas nesse desentendimento, sem culpa nenhuma e que são sobrecarregadas com o desentendimento de seus pais e com as dificuldades que se apresentam na separação.

Afinal, para elas não existe separação, ambos continuarão a serem seus pais e precisarão dos dois para desenvolver um crescimento sadio.

É necessário que as pessoas entendam que a pensão dada a qualquer dos genitores é para o sustento e cuidados com a prole, não deverá ser nunca entendido como um favor que se estará fazendo para a outra parte sobreviver, pois, todos hoje devem ter igualdade na responsabilidade de criar uma criança e, é ela que não pode ser sacrificada quando os adultos se desentendem...

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