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Jornal Diário de Suzano - 22/09/2020
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Cambalache

19 MAR 2016 - 08h00

suami-cor_O que o nosso País anda mostrando ao mundo é meio aquele tango argentino, “Cambalache”, de 1934 (Coloquei a letra em castelhano no meu Facebook. Deem uma passada de olhos). Aliás, foi, há muitos anos, gravado pelo Caetano Veloso.

Enfim, vejas as gentes meio agitadas. Não me espanta, porém, como já assisti a muitos filmes pela vida, sei que somos capazes de aprontar bastante. Talvez até por isso, não consigo ser muito otimista. Me vejo mais como realista do que pessimista. Enfim...

Essa semana, em 14 de março, tivemos o Dia Nacional da Poesia. E fiquei pensando a Poesia é uma Mulher. Ela por vezes nos chega tépida. Por vezes se afasta, deixando-nos as mãos vazias, frias.

Sempre admirei as mulheres, como a Poesia. A cultura, no mundo, tende a cobrar que as mulheres devem ser frágeis, sempre que possível, devem ser submissas (aos homens, claro). Uma besteira! Assim, homem sensível seria algo “contra a origem natural”. Mostrar-se humano, nessa concepção, não seria coisa boa?

E como poderia ver a Poesia? Seria uma Arte de fragilidade? Ou talvez de sensibilidade?

No Magistério, que exerci por longos anos, tive muitas mulheres na chefia. Sempre admirei mais aquelas que se mostravam sensíveis, não as que tentavam imitar homens “machos”. Essas, sem naturalidade, exibem alguma falsidade. E sempre percebi que a Educação é Poesia. Na Educação desenvolvemos a sensibilidade e a racionalidade, a percepção do Universo, o tal de conhecimento. E isso não tem nada de frágil.

Lecionei Língua, Linguística e Literatura. Acabei chegando na Semiótica. Lecionei Gestão Pública e pratiquei-a, com resultados positivos. Muitas vezes questionaram meu fazer de administrador. Fiz política, desde garoto. E tanto em política como na gestão sempre priorizei a liderança com formação de equipe, em lugar da chefia e subordinação. Muitos discordam, preferem mando e obediência. Prefiro a demonstração do exemplo a ser seguido. Pode demorar mais. Mas ao final com os resultados, mais benéficos, a maioria acaba percebendo esse olhar. Sensibilidade e racionalidade. Por que a Gestão não pode ser Poética? Por que a relação entre os seres não pode ser de parceria?

Então, por que a mulher não deve, ou não pode, ser parceira? O homem que manda é melhor? A Mulher tem o meu respeito e admiração. Também a vejo assim, com essa sensibilidade que se junta à racionalidade, para chegar à percepção.

Se Educação é passar Cultura, que é a expressão de uma gente, podemos construir Poesia no nosso fazer. Juntos. Nada de Cambalache.

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