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Jornal Diário de Suzano - 19/09/2020
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Casa comum, nossa responsabilidade

17 FEV 2016 - 07h00

eduardo caldas corFindo o Carnaval, inicia-se um período de recolhimento e reflexão. Neste período, a Igreja Católica, desde 1964, dedica-se à Campanha da Fraternidade (CF), um período de reflexão sobre a vida e sobre a inserção do indivíduo na sociedade.

Este ano é a quarta vez que a CF tem caráter ecumênico, ou seja, uma Campanha que envolve outras Igrejas cristãs, como a Luterana, a Anglicana, a Presbiteriana e a Síria Ortodoxa da Antioquia, além da Aliança de Batistas do Brasil, o Centro Ecumênico de Serviços de Evangelização e Educação Popular e a Visão Mundial.

O documento-base da CF deste ano reconhece as preocupações de outros líderes e denominações religiosas, como o Dalai Lama, líder do Budismo Tibetano, e Lao Tse, figura importante na origem e na tradição do Taoísmo.

O tema da CF é "Casa comum, nossa responsabilidade" e trata do meio ambiente e do saneamento básico, adequada e coerente com os ensinamentos da Encíclica do Papa Francisco chamada "Sobre o cuidado da casa comum" e contemporânea com os debates sobre mudanças climáticas.

Este tipo de iniciativa, tanto pelo tema escolhido quanto pela proposta "ecumênica ampliada" aponta para o amadurecimento das instituições religiosas frente à questão ambiental e ao modelo de capitalismo nefasto que coloca em risco todo "plano da criação".

O texto-base que trata da CF está organizado a partir da metodologia "Ver-Julgar-Agir" acrescida de um quarto elemento: "celebrar".

No item "Ver" são apresentados dados alarmantes sobre o saneamento básico, ou seja, sobre os serviços, infraestrutura, instalações físicas, educacionais, legais e institucionais relacionadas com abastecimento e acesso à água potável, esgoto sanitário, controle de reservatórios, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, controle de meios transmissores de doenças e drenagem de águas pluviais.

No item "Julgar" são apresentados documentos e passagens de Livros Sagrados relacionando as tradições religiosas com o imperativo de cuidar de nossa casa comum e garantir o saneamento básico como direito humano universal.

No item "Agir" o povo é conclamado a assumir as rédeas da história e conhecer e agir para superar o dramático déficit de saneamento básico e de cuidado com a casa comum. Neste item são apresentadas possibilidades de ação a partir das residências, passando pelos bairros, e chegando nas cidades. Neste sentido, considera-se de fundamental importância conhecer e discutir a Lei de Saneamento Básico e o Plano Municipal de Resíduos Sólidos.

Os próximos passos são aproximar religião e ciência de tal modo que se possa facilitar o entendimento do cidadão comum frente ao drama ambiental, mostrando as relações entre meio ambiente e crise social e econômica e fortalecendo iniciativas que garantam um ambiente saudável e equilibrado como Direito Universal.

Como diria Edward Wilson, biólogo e professor da Universidade de Harvard: "minha sugestão é que deixemos de lado as nossas diferenças a fim de salvar a Criação. A defesa da Natureza viva é um valor universal".

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