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Jornal Diário de Suzano - 23/11/2017
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Celebração em homenagem ao Dia da Comunidade Italiana

05 JUN 2015 - 08h00

Após a 2ª Guerra Mundial, concluída em 1945, com o remorso de tantas mortes, provocadas pelas armas dos soldados italianos, americanos e alemães, iniciou na Itália o êxodo de muitas famílias para outros países.

Enquanto os filhos dos soldados mortos nos campos de batalha, viviam envergonhados por tantos horrores cometidos em diversos cantos da Itália, sobretudo pelos fascistas e nazistas, de boca em boca corria veloz a notícia da chegada dos aliados e do fim da guerra.

Um ano depois, no dia 2 de junho de 1946 os italianos por meio de um plebiscito, derrubaram o sistema monárquico parlamentar e escolheram o sistema republicano parlamentar.

A Nação, porém, ante a destruição e a morte de tantos filhos, sentia-se humilhada e arrasada.

As lágrimas de quem tinha perdido seus entes queridos na guerra, misturavam-se com as lágrimas dos que deixavam a Itália e migravam para outros países. A emigração começou em torno de 1920 provocada pelo espanto da 1ª Guerra Mundial e da fome.

Argentina, Brasil e Venezuela eram os países que mais atraiam os emigrantes em torno de 1950. Foi nesta época que Mario Cirillo, após ter servido a Pátria na 2ª Guerra Mundial e detido como prisioneiro na Rússia, no seu retorno em família, decidiu embarcar com a esposa Lucrezia Tallarico e com seus oito filhos, sete homens e uma mulher para o Brasil.

Hoje, dos sete filhos homens, alguns encontram-se em Suzano e outros em cidades próximas de Suzano. Fui atrás de Pietro Antônio Cirillo (Totó) que por 40 anos exerceu em Suzano, no Jd. Revista a profissão de barbeiro. A barbearia dele é conhecida como; “Salone Roma”

(falta só dar ao Jd. Revista, o nome de Trastevere (bairro mais antigo e famoso de Roma) para atrair mais turistas na barbearia de Totó, onde hoje trabalha o filho Marcelo. Muito conhecido em Suzano é também Wilson Cirillo, pai de Marcos e Ricardo e da cantora Bianca que auxiliada pela bela voz, canta como um anjo do céu. Brilha sorridente, a ítalo- brasileira quando canta nos palcos e nos shows, às vezes em prol de obras de caridade, tendo ao seu lado o pai violinista, que dá um exemplo de como ser pai em tempo integral acompanhando sistematicamente a agenda da filha.

A vida dos 7 “fratelli” Totó, Vilson, Gelsomino, Valter, Francesco, Ezio e Aldo, poderia tornar-se matéria de produção cinematográfica sobre a emigração italiana. A família dos Cirillo venceu a dura batalha de construir o próprio futuro, longe da Pátria amada. A Bianca e todos os descendentes dos 7 imigrantes, que deixaram a Calábria para vir ao Brasil, desejo que possam se sentir honrados pela origem italiana de seus pais. Que Bianca continue a cantar de maneira divinamente humana, sobretudo na Missa do dia 7 de junho, a ser celebrada às 19.00 na Matriz de São Sebastião de Suzano, em homenagem ao Dia da Comunidade Italiana. Convidada, aceitou romper o silêncio na Igreja, com uma música italiana. Bem que eu gostaria de levar na Itália em 2016, a Bianca com os irmãos e primos para se unirem aos outros jovens, que participarão do Encontro Mundial da Juventude, com o Papa Francisco, na Polônia. Terem a alegria de conhecer a Calábria, terra de origem da família Cirillo, visitando Crotone, a cidade que em 1954 esmoreceu ao ver uma família inteira deixar tudo de vez e navegar nas aguas do oceano para aproar na Terra de Santa Cruz.



Padre Carmine

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