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Jornal Diário de Suzano - 27/09/2020
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Ciparulli, o Pavarotti de Suzano

13 NOV 2015 - 07h00

carmineÉ por amor à música italiana e napolitana que Francisco Ciparulli, descendente de imigrantes napolitanos, canta e cantava muito mais quando era jovem, visto que agora alcançou os 90 anos.

Francisco, honra as suas origens napolitanas com uma fala bem parecida ao dialeto de Nápoles. Sobretudo encanta, quando canta com sua voz de tenor: “O sole mio”, “Mamma, son tanto felice, perché ritorno da te” e outras músicas do folclore napolitano, que lhe devolvem o amor à cidade de Nápoles, de onde seus pais vieram ao Brasil.

Emocionei-me ao visitá-lo há algumas semanas, quando fui lhe dar os parabéns por seu aniversário.

Francesco, vive com o desejo de conhecer a terra, onde nasceram seus pais, ao me ver, não se negou a cantar. Jorrando de dentro de seu coração a sua grande paixão pela Itália, soltou na minha frente a sua voz poderosa, cantando: “Santa Lucia”.

Me assustei, quando os seus pulmões necessitaram de um maior esforço muscular, para expandir a cavidade torácica e alcançar as notas agudas da música.

Ótima a qualidade da emissão e da espessura grossa e forte de sua voz, passando com grande agilidade de uma nota mais baixa a uma mais alta.

Ciparulli, podia andar e cantar de braços dados com Enrico Caruso, nascido em Nápoles em 1873 e falecido em 1921 e considerado, inclusive pelo ilustre Luciano Pavarotti, o maior intérprete da música erudita de todos os tempos.

É ousado o apelido de “Caruso”, com o qual é conhecido Ciparulli, porém, penso que não houve, nem há em Suzano, um tenor que cante as canções napolitanas, como ele.

Francesco, poderia subir nos palcos mais famosos e atrair grandes plateias. Na sua simplicidade, guardou para si a performance artística, que por sinal, a conserva ainda hoje, não obstante os seus 90 anos.

Parabéns Francesco, pelo teu talento. O destino não favoreceu a tua carreira de tenor, artista e compositor. Nenhum teatro, abriu as portas para executar as obras musicais de Giuseppe Verdi, como aconteceu com Pavarotti, João Diego, José Carreira, Plácido Domingos e Bocelli entre outros, que abrilhantaram as plateias do mundo inteiro com a peça “ La Donna Immobile” da grande obra de Rigoletti, escrita por Giuseppe Verdi.

Todavia, não faltará ao povo suzanense, a oportunidade de te aplaudir, pelas músicas lindas que você canta e pelo repertório das músicas napolitanas e italianas.

Espero que a saúde te acompanhe, para estrear em junho de 2016 na Celebração da Missa italiana e abrilhantar com o teu repertório musical a programação do 1º Centenário da Igrejinha do Baruel.

Você Ciparulli, não nasceu com o brilho de estrela, porém, se tornou uma grande estrela, a mais luminosa estrela no campo da música e das canções napolitanas.

Aguardamos para te ouvir cantar de novo e quando estivermos juntos, falaremos da fama mundial dos napolitanos, da paixão deles pela cidade, pelo esporte, pela taça conquistada no campeonato italiano ao tempo de Maradona e por São Gennaro, o Santo padroeiro de Nápoles e do bairro de São Paulo do Bixiga.

Viva Nápoles, viva os napolitanos!

Não há como não desejar “Tornar (voltar) a Surriento” ou a Capri, a ilha que encanta os turistas do mundo inteiro.

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