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Conversas sem tecnologia

06 SET 2016 - 08h00

lorena burger jurada do c de cronica-frrVivemos num tempo em que a comunicação está presente e próxima de todos, podemos falar com filhos, parentes, amigos, empresas de maneira rápida, resolvendo problemas, matando saudade... A tecnologia nos aproximou e ao mesmo tempo nos mantém distantes.

Sabemos como estão, vemos suas fotos nas redes sociais, sabemos até o que fizeram no final de semana, falamos sem ouvir a voz, sorrimos sem sequer abrir a boca...

Temos uma infinidade de amigos virtuais, muitos sequer conhecemos pessoalmente, mas conhecemos bem sua intimidade, o que faz o que come e por onde anda...

O progresso nos fez próximos de uma maneira diferente... O contato físico deixou de ser prioridade, agora o importante é saber tudo de todos, notícias no atacado e presença no varejo.

Vejo-me conversando e trocando ideias e opiniões nas redes sociais ou até mesmo atendendo aquele cliente que tem pressa para solucionar seus problemas lá pelo whattsapp, mas sinto falta da presença física, do olho no olho, até do toque das mãos no cumprimento, seja ele formal ou amistoso.

A troca de palavras carinhosas, seguidas de símbolos que representam o amor e a atenção que temos para com aquela pessoa que está do outro lado da telinha, seja do computador ou do telefone celular, não substitui o abraço caloroso, o contato com as mãos, que nos fazem sentir confiança, o olho no olho que demonstra a atenção que está dispensando ao que falamos.

Quando estamos nesses diálogos modernos, muitas vezes temos que esperar um tempo pela resposta, nosso interlocutor está mantendo várias conversas, com pessoas diferentes, assuntos diferentes e ficamos com a impressão que sequer entendeu tudo que dissemos, afinal e, é lógico que muitas vezes somos nós que estamos teclando com várias pessoas ao mesmo tempo e até acabamos enviando uma resposta fora do contexto, por nos confundirmos na hora de enviar a mensagem.

Sinto falta de receber cartas, com envelopes subscritos com letra caprichada, que nos fazia imaginar o conteúdo, as notícias tão ansiosamente esperadas, daquele parente distante ou daquele amigo que foi viajar e nos manda um postal da cidade que está visitando...

É muito bom poder ver inúmeras fotos do passeio, normalmente com muitas "selfies" sorridentes, fica a sensação de que estamos bem próximos, que a distância por maior que seja deixa de existir, a internet não permite que tenhamos saudade... De certa maneira estamos sempre presentes na vida de todos.

Apesar de toda essa modernidade, ainda gosto de sentar numa cafeteria e enquanto esperamos para saborear um cafezinho trocamos ideias e matamos a saudade do tempo que não nos vimos.

Conversar longamente, ouvir a voz, perceber o sorriso ou o riso farto, o toque leve das mãos, o abraço apertado da despedida, sentir o calor e a vibração da amizade verdadeira, que sente falta da presença um do outro...

Parece que nos ausentamos do mundo, conectados aos fones de ouvido, sem trocar uma só palavra durante uma viagem, sem poder partilhar a beleza que se descortina à nossa vista...

Estamos juntos, porém, completamente distantes um do outro...

Que falta faz uma boa conversa e a amizade à moda antiga...

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