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Jornal Diário de Suzano - 01/10/2020
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ÚNICCO POÁ

Crônicas

02 JUL 2016 - 08h00

suami-cor_Recebi alguns pedidos para comentar o que é a crônica. Ou qual é a regra que se impõe sobre o que escrevemos num jornal? E fui ao Google. Encontrei uma reposta simplificada que dizia:

“Nos jornais e revistas, a crônica é uma narração curta escrita pelo mesmo autor e publicada em uma seção habitual do periódico, na qual são relatados fatos do cotidiano e outros assuntos relacionados a arte, esporte, ciência etc”.

Bom, diante disso, poderíamos pensar serem essas narrativas, algo como um exercício de literatura, com liberdade ampla, em meio ao texto jornalístico. Seria algo para relaxar, até porque o jornal publica, quase sempre, o que é mais problemático, muitos assuntos pesados.

O que não proíbe o cronista de escrever sobre temas mais complexos. Mas deve buscar oferecer algo com um enfoque pessoal. Pode discorrer sobre aspectos humorísticos, sobre arte, cultura ou estudos mais rigorosos e técnicos. Enfim, a crônica deve ser uma forma pessoal (de quem escreve) de interpretar o mundo.

Fiquei pensando também nos inúmeros pedidos de publicação em livro dessas minhas crônicas. São muitos anos aqui no Diário de Suzano, o nosso DS. Teria duas contagens. A primeira marcando minhas escritas desde o tempo em que era ainda “Comarca de Suzano”, sob o comando do senhor Tadeu José de Moraes. Publiquei meus primeiros textos em 1978. Mas não o fazia com regularidade. Eram esporádicos.

Depois, numa outra fase, passei a escrever semanalmente. Creio que esta nova linha iniciei há vinte tantos anos. Para ser sincero, não lembro mais quando comecei esta sequência. Devo ter escrito, talvez, umas duas mil crônicas. Tem um segundo aspecto, aquele que é visto pelo cronista. Imagino o quanto, no início deve surpreender um ator de novela, a que as pessoas se aproximam para falar, com toda a intimidade. E muitas vezes confundindo a personagem da novela com a pessoa do ator. Muitas e muitas vezes as pessoas me encontram na rua e comentam o tema da minha crônica (o que acho bom!), sempre como se fôssemos amigos íntimos. Eu entro dentro da casa deles, portanto temos intimidade, sim.

Sabemos que publicar em livro não é coisa simples. Ainda mais que tenho bastante trabalhos prontos, desde poemas, estudos históricos, romances, contos, literatura infantil, teatro, musicais, além de estudos acadêmicos. Muito desse material todo ainda inédito. Este ano ainda, se tudo correr bem, devo publicar um livro de poesias e outro de crônicas.

Pois é, meus caros leitores, estaremos ainda um pouco mais juntos.

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