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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2017
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Dia dos que Trabalham

02 MAI 2015 - 08h00

No Brasil hoje chamamos o Primeiro de Maio de “Dia do Trabalho”, mas na época getulina a denominação passou a ser “Dia do Trabalhador”. Muitos sindicatos, em nosso País comemoram a data com festas. Mas a origem, 1º de maio de 1886, em Chicago, nos Estados Unidos, foi dia de protestos e choques com a polícia, com mortes, e posteriores condenações a sentenças de morte de vários lideres do movimento em julgamentos sumários.

Os protestos eram pela definição do limite de oito horas de trabalho diário. Quatro anos depois, em 1890, nos Estados Unidos essa regulamentação foi efetivada, espalhada pelo mundo. No entanto, naquele País, a data, de uma tragédia resultante, nunca foi reconhecida como de homenagem as suas vítimas. Lá há seu Dia do Trabalho, mas em outra ocasião. Na maioria dos países trata-se o dia 1º de Maio como feriado nacional.

Não é preciso nos amarrarmos a datas, já disse isso aqui em diversas ocasiões. Persisto no entendimento de que devo agradecer a cada dia que me é concedido.

Particularmente, já fui chamado de “workaholic”, palavra inglesa que significa algo como “viciado em trabalho”. Não me considero assim. Sei da importância das paradas necessárias, semanal, anual, aposentadoria. Interpretação tão antiga, da Bíblia, no Genesis, na descrição da nossa origem, da criação do mundo.

Talvez, posso até algumas vezes reconhecer, que nem sempre separe o “trabalho”, por tantos considerado uma obrigação, quase um castigo, do “fazer prazeroso”, do exercício de ofícios que nos encantam. E sempre lutei por fazer o que me dava prazer, buscando os resultados que projetava. E aí, o tempo que me ocupava não me cansava, não me desgastava.

Hoje, creio ser um pouco mais comedido nas minhas tarefas. Talvez até pudesse ir mais lento em algumas ações. Ao mesmo tempo, sinto que me envolvo e esqueço tais sensações. Tento não colocar meus subordinados ou parceiros de equipe em situação de trabalho constrangido. Sempre fui contra isso. Fui sindicalista muitos anos, sei disso. Mas continuo com dificuldade em aceitar os que trabalham como se “obrigados”, sem gostar do que fazem. Sei dos vagabundos, mas desses nem quero chegar perto.

Sempre deixei a cada um a responsabilidade do que assumir. Faça ou não faça, assuma o que escolheu. Perdoem-me, mas não consigo ver prazer em sofrer. Vamos sempre buscar fazer o que gostamos de fazer. Se é vagabundo, assuma as responsabilidades, nas próprias costas. Lamento os desempregados. Cumprimento os que gostam de trabalho.

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