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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2017
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Domingas

06 JUN 2015 - 08h00

Para quem já me cobrou, não estou me negando, um dia escrevo a história da minha vida. Cheia de histórietas. Não sei é quando, mas não me nego. E só para preencher um pouco este fim de semana, vou contar umas historinhas já vividas.

Descobri o Jorge Bem aí por 1963. Aos dezessete anos queria voar. E ganhei a autorização para viajar pelo norte da Argentina com amigos brasileiros e argentinos. E ganhei de alguém um long-play dele. Sacudiu muito com “Mas que nada”, pirado. Algo novo. Achava que tinha Jazz com Samba. Circulamos pela Argentina até Rosário. Verão, 45º C na cabeça, em cada parada a gente enchia banheira com cubos de gelo e entrávamos. Logo, a água ficava quente, loucura. Voltamos, mas o Jorge ficou conosco. Estive com ele algumas vezes, depois em São Paulo. Como liderança estudantil recebia alguns convites desse pessoal. Havia um bar especial, do compositor Paraná, na Rua Avanhandava, com “canjas”, que eram apresentações bem a vontade, sem limite para acabar.

Para mim a principal foi em 1971. Véspera de sair do Brasil para o exílio. Era bem tarde, estávamos num grupo pequeno, quando o Jorge Bem chegou com sua banda. Foram ocupando o espaço e começaram. Foram aí umas duas horas de espetáculo. O que mais me impressionou foi sua composição “Domingas”, em homenagem a sua mulher. Vejam a letra abaixo. Seu canto levava a impressão mesmo do orgasmo. Nunca esqueci, simples. Nunca mais vi a música em disco seu:

“A semana acaba no domingo/ O dia acaba na tarde/ A tarde acaba na noite/ A noite acaba na madrugada/ Na madrugada eu me acabo/ Chorando morrendo,/ Morrendo de amor por você// Pois você é minha hei hei/ Só minha hei hei Domingas/ Hei hei Domingas/ Meu anjo minha luz/ Meu mar de rosas/ Domingas minha/ companheira/ Domingas minha namorada/ Você não é Ave Maria/ Mas é cheia de graça/ Que maravilha pois/ Você é minha hei hei/ Só minha hei hei Domingas/ Hei hei Domingas hei hei/ Meu doce amor Domingas/ Minha espera/ O meu caminho/ Minha inspiração/ A minha primavera/ Só minha hei hei Domingas/ Hei hei Domingas hei hei/ Domingas, Domingas, Domingas// Eu te amo eu te adoro/ Minha vida meu viver/ Eu dou a lua, eu dou o sol/ Eu dou a terra, eu dou/ O mar, é só você querer/ Que maravilha/ Domingas, Domingas.// Quero tomar chá de jasmim com você de novo/ Debaixo daquela árvore florida/ Naquela xícara misteriosa/ Que a vovó ganhou da Baronesa/ Naquela xícara miraculosa/ De porcelana de sashi BIS/ Domingas, Domingas, Domingas, Domingas”.



Suami Paula de Azevedo

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