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Jornal Diário de Suzano - 27/09/2020
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Dona Lourdes e Yêdda da Silva, duas mulheres extraordinárias

22 JAN 2016 - 07h00

carmineDona Lourdes, esposa do Dr. José Felipe da Silva, e a filha Yêdda, guardam as imagens de luto e de dor, pela perda, há dez dias, do querido esposo e pai.

Sempre brilharam, ao lado da nobre figura do Dr. Felipe, com uma atuação e força extraordinárias, unidas a ele com um amor doce e suave, puro e forte. O Dr. Felipe foi no lar, na Prefeitura, na convivência social e na Igreja, uma presença marcante, pela sua brilhante personalidade e hoje nos faz muita falta. Porém, ainda há raios de luz e sabedoria, há sinais luminosos, espalhados por onde ele passava.

Dona Lourdes e Yêdda partilhavam tudo com Felipe: refeições, passeios, visitas, amizades, informações, alegrias e tristezas, dor e sofrimento. O testemunho maior, da união das duas mulheres com o esposo e pai, se deu nos quatro meses, em que o Dr. Felipe esteve internado no Hospital da Beneficência Portuguesa. As duas deram um testemunho lindo, transformando a dor da internação, em visitas afetuosas e animadas, amenizando a tristeza e a ansiedade do paciente.

No coração de quem ama reina a certeza de como é importante amar, sobretudo nas horas mais difíceis, para levantar quem está caído, se unir ao irmão e recriar uma nova vida. Ao elogiar o testemunho de Dona Lourdes e de Yêdda, quero também elogiar a dedicação de tantas pessoas, que se unem aos familiares doentes, estendendo a mão para dar a comida, o remédio ou trocar fraldas, ficando ao lado deles, dias e noites, semanas, meses e anos. Grande é a fadiga dos familiares quando o doente está em casa. Maior ainda, quando está num hospital ou na UTI.

Dona Lourdes, não obstante os seus 94 anos, a serem alcançados no próximo dia 11 de fevereiro, esteve com a filha Yêdda, por quatro meses, todos os dias ao lado do marido, no Hospital da Beneficência Portuguesa.

Yêdda não ficava a espera ou de braços cruzados, para receber as notícias sobre a saúde do pai. Combativa e lutadora, mas também gentil e educada, conversava com os médicos todos os dias, sobre o tratamento clinico e o diagnóstico que lhe era comunicado. Ao voltar todos os dias para Suzano, deixava no quarto do pai ou na UTI, um fio de ar novo, gerando um pouco mais de vida.

Após a cirurgia do coração, Felipe ou o pequeninho, como era chamado pela esposa, ficou um mês na UTI, entubado e sedado. As visitas não eram mais livres, somente podiam ser feitas, ao meio dia e às oito da noite. Surpreendeu a todos, a força das duas mulheres, que saiam de Suzano às 11:00 para a visita marcada ao meio dia e retornavam a São Paulo às 20:00, para rever o pai.

Duras idas e voltas que deixam qualquer pessoa estressada. Não foi assim para Dona Lourdes e a filha Yêdda. A cada dia, as duas mulheres apareciam na UTI com nova luz, vivendo a marcha da esperança e teimando em ajudar Felipe a renascer.

Yêdda cantava perto da cama do pai e a visita passava a ser um momento sagrado, vivido entre lágrimas e suspiros, elevando preces ao Senhor, de dia e de noite, pela saúde de Felipe. Bendito o céu, lá onde ele se encontra. Bendita a Páscoa feliz, que com a morte traz nova alvorada. Bendita a família, onde as pessoas vivem uma relação de pertença e cumplicidade, confiança e companheirismo, ternura e carinho. Sentimentos que tornam a vida bela e agradável.

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