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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2020
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Dona Zaira

28 NOV 2015 - 07h00

suami-cor_A Zaira era uma grande amiga. Eu a conheci há uns trinta anos. Nunca me pediu nada para ela mesmo. Como sempre, só pedia ajuda para os outros. Era o que fazia de melhor - ajudar pessoas que precisam.

Gostava dela, era muito simples. Nunca precisamos um do outro, além da nossa amizade. Gostava de estar com ela. Ela mostrava que também se sentia bem comigo.

Era uma excelente pessoa, das que ajudam bastante. Há tantas décadas foi citada no meu livro "Suzano Estrada Real", a primeira publicação sobre a história de nossa Cidade. Ela já era um destaque na filantropia. Ajudou muito no desenvolvimento do Centro "Vinha de Luz", grande creche, grande escola, grande atendimento social, no Parque Maria Helena. Após os anos de 2000, na Vila Amorim, criou também o Centro "André Luiz". E assim, mais um trabalho em favor da filantropia.

A minha amiga Zaira AssenTorrano nasceu a 1º de janeiro de 1922, portanto estava com 93 anos de idade. Veio para Suzano em 1968, já com os filhos, José e Cassio. Amava a Educação de crianças e estudou para isso. Era kardecista, e além disso, efetivamente, percebia fatos do futuro. Várias vezes pude perceber a descrição de "coincidências" queeu não conseguia explicar.

Várias vezes, como cientista, mesmo das Ciências Humanas, que muita gente parece não entender a necessidade da logicidade, senti-me espantando por eventos que não consegui explicar. Para mim o Conhecimento tem três pontos, no formato de um triângulo: o primeiro é o Cultural (tudo aquilo que é feito pelo ser humano); o segundo é o Natural (tudo aquilo que aparece na natureza); e o terceiro (que podemos chamar de Imaterial - que alguns diriam, Divino) resulta de eventos que nem sempreconseguem serem explicados como algo além de "coincidências".

Por exemplo, há coisa de uns doze anos, um dia ela me procurou dizendo que alguém havia pintado um quadro para mim. Trouxe-me o quadro envelopado, uma tela a óleo, emoldurado. Ela nem o havia visto. Abri, e emocionei-me, a pintura estava assinada "Vincent". Era uma psicogravura de Van Gogh, cuja obra sempre amei.

Um dia desses, há coisa de um mês, algo me chamou para visitá-la. Fui a sua casa. Ela me disse, "tenho um presente para você". Era uma bandeira brasileira. Perguntei-lhe quando completaria seus 94 anos. Ela disse-me e completou: "Não estarei presente". Respondi-lhe: "não diga isso".

Agora, esta semana, ela se foi. Sento muito a sua falta, como tantas pessoas que tiveram a felicidade de conhecê-la. Saudades, Zaira.

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