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Jornal Diário de Suzano - 22/11/2017
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Drogas: quando eu quiser, eu paro! Será que é verdade?

14 ABR 2015 - 08h00

Um homem parou na frente de um botequim, tirou do bolso uma trena, mediu a porta e falou em voz alta: "Dois metros de altura por oitenta centímetros de largura". Admirado, mediu novamente. Como se duvidasse do resultado, mediu pela terceira vez. As pessoas que por ali passavam, curiosas, começaram a parar. Voltando-se para elas, o homem exclamou, visivelmente emocionado: "Esta porta mede apenas dois metros de altura por oitenta centímetros de largura, no entanto, por ela passou todo o meu dinheiro, meu carro e o pão dos meus filhos. E não foram só os bens materiais; por ela também passou a minha saúde, as esperanças da minha esposa e toda a felicidade do meu lar.Além disso, passou também a minha dignidade, a minha honra, os meus sonhos e meus planos. Todos os meus planos de construir uma família feliz, passaram por esta porta, dia após dia... Gole por gole. Hoje eu não tenho mais nada... Nem família, nem saúde, nem esperanças. Mas quando passo pela frente desta porta, ainda ouço o chamado daquela que é a responsável pela minha desgraça. Ela ainda me chama insistentemente: "Só mais um trago! Só hoje! Uma dose apenas!". Ainda escuto suas sugestões em tom de zombaria: "Você bebe socialmente, lembra-se?" Essa era a isca. Esse era o engodo. E mais uma vez eu caía na armadilha dizendo comigo mesmo: "Quando eu quiser, eu paro". Isso é o que muita gente pensa, mas só pensa. Eu comecei com um cálice, mas hoje a bebida me dominou por completo. Hoje eu sou um trapo humano. E a bebida? bem, a bebida continua fazendo suas vítimas. Esta porta é a porta mais larga do mundo! Ela tem enganado muita gente. Por esta porta, que pode ser chamada de porta do vício, de aparência tão estreita, pode passar tudo o que se tem de mais caro na vida. Hoje eu sei dos malefícios do álcool, mas muita gente ainda não sabe. Ou, se sabe, finge que não, para não admitir que está sob o jugo da bebida. E o que é pior, têm esse maldito veneno, destruidor de vidas, dentro do próprio lar, à disposição dos filhos". A mesma narrativa se dá com aqueles que entraram pela porta do vício das drogas ilícitas. O caminho é o mesmo e as consequências ainda mais danosas.

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