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Jornal Diário de Suzano - 23/10/2020
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É possível ter conhecimento sem dificuldade e realização sem esforço?

06 JUL 2016 - 08h00

Jorge LordelloUm homem herdou uma grande fortuna, mas, em pouco tempo, dilapidou-a de uma tal maneira, que não lhe restou um centavo sequer. Sem saber o que fazer, foi queixar-se à Nasrudin (sábio Turco nascido em 1208). "Mullá, estou numa situação terrível", disse. "Estou a ponto de ter que pedir esmolas para sobreviver. Que faço? Qual é o remédio?" Nasrudin refletiu por um instante e respondeu: "Não se preocupe, suas aflições terminarão em breve". O perdulário entusiasmou-se: "Como? Acaso voltarei a ser rico?" "Não, não," respondeu o sábio, "você se acostumará a ser pobre!". Amigo leitor, o ser humano tem a incrível capacidade de se acostumar tanto com coisas e sentimentos bons como com coisas e sentimentos ruins. Imagine a seguinte situação: o novo vizinho gosta do tipo de música que você detesta. Nos primeiros dias, a situação parecerá insuportável. A melodia, horrível para você, o deixará tenso e nervoso. E o bendito vizinho é insistente; não atende suas reclamações, quando muito, diminui o volume do som, mas o ritmo musical é o mesmo; coisa terrível de se ouvir. Passadas algumas semanas, mesmo ainda não gostando do gênero musical, você já passa a aceitar, e até, às vezes, chega a cantarolar o refrão. Um camponês aproximou-se de Nasrudin, e queixando-se de que seu olho doia, pediu-lhe um conselho. O sábio respondeu: “Outro dia meu dente doia, e não me acalmei enquanto não o arranquei”. Temos apenas duas opções: 1)Aceito minha vida como está e paro de reclamar, mesmo não estando satisfeito 2)Promovo mudanças até que alcance o nível de satisfação que desejo. O resto é jogar conversa fora e perder tempo andando em círculos. Nasrudin postou-se na praça do mercado e dirigiu-se à multidão: "Ó povo deste lugar! Querem conhecimento sem dificuldade, verdade sem falsidade, realização sem esforço, progresso sem sacrifício?" Logo juntou um grande número de pessoas; todas gritando em coro: "Queremos, queremos!" "Excelente!", disse o Mullá. "Era só para saber. Podem confiar em mim. Lhes contarei tudo a respeito, caso algum dia descubra algo assim".

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