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Jornal Diário de Suzano - 24/09/2020
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Enraizados

04 SET 2016 - 08h00

SUELI    Ninguém gosta de problemas. Mas se não houvesse problemas, desafios, adversidades em nossas vidas, certamente, não sairíamos do lugar onde estamos. De algum modo, os problemas nos fazem crescer. São oportunidades para novos aprendizados e mudanças. Ao contrário do que alguns pais podem pensar, o ambiente ideal para uma criança não é o isento de problemas e provas. Nossos filhos precisam de um mínimo de adversidades e desapontamentos para poderem amadurecer. Crianças superprotegidas não saberão como enfrentar e vencer os problemas da vida. A própria natureza nos ensina a respeito disso. Uma árvore plantada numa floresta tropical nunca é forçada a aprofundar suas raízes à procura de água. Consequentemente, ela fica muito mal enraizada e pode tombar a uma rajada de vento moderado. No entanto, um arbusto plantado num deserto árido é ameaçado por seu ambiente hostil. Ele somente pode sobreviver aprofundando suas raízes até dez metros na terra em busca de água fresca. Assim, por meio desta adaptação a uma terra árida, a árvore bem enraizada torna-se forte e firme contra as intempéries e agressões.

Num estudo clássico intitulado “Berços de Eminência”, Victor e Mildred Goertzel investigaram os ambientes dos lares de trezentas pessoas de grande sucesso. Eles incluíram nessa pesquisa homens notáveis como Einstein, Freud, Churchill, Lincoln e muitos outros. Os ambientes dessas ilustres personalidades se mostraram muito interessantes. Três quartos deles tiveram infâncias tumultuadas, enfrentando a pobreza, lares desfeitos, ou abuso paterno. Um quarto tinha deficiências físicas. Muitos daqueles que se tornaram escritores e teatrólogos tinham visto seus próprios pais enredados em dramas psicológicos de algum tipo. Os pesquisadores concluíram que a necessidade de compensar as desvantagens foi o fator decisivo no impulso em direção à realização pessoal. Resiliência, poder de recuperação é o processo de enfrentar adversidades, traumas, tragédias, estresse extremo e superar, sem ser muito afetado.

Não são as dificuldades da vida que nos fazem vencedores ou perdedores, mas sim a maneira como reagimos diante delas. Nossa tarefa como pais, então, não deve ser a de eliminar os desafios da vida de nossos filhos. Antes, servirmos como aliados deles, animando-os quando estão angustiados, intervindo quando as ameaças se tornam avassaladoras, e estando perto quando vêm as crises.

Mas, sobretudo, dando-lhes as ferramentas com as quais possam superar os obstáculos da vida por conta própria. Se algum de seus filhos viveu uma experiência traumática, ou é vítima de uma desvantagem física, mental, não perca a esperança. Ajude-o a identificar e desenvolver as suas potencialidades. Lembre-se que o problema que parece tão grande hoje pode tornar-se a inspiração para a grandeza de amanhã. “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito”. (Romanos 8:28) “E não somente isso, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança”. (Romanos 5:3)

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