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Jornal Diário de Suzano - 27/09/2020
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Fome e Obesidade: duas faces da mesma moeda

14 ABR 2016 - 08h00

eduardo caldas corSegundo a Organização Mundial da Saúde, dos 42 milhões de menores de cinco anos que apresentam sobrepeso no mundo, 35 milhões vivem em países desenvolvidos e de renda média. De acordo com as informações, os países da América Latina e do Caribe pertencem a este grupo. Por outro lado, 800 milhões de pessoas no mundo vem em estado de subnutrição.

Segundo José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), cerca de 1,5 bilhão de pessoas no mundo tem sobrepeso atualmente. No Brasil, 57% da população com mais de 18 anos estão com excesso de peso, que é a soma das pessoas com sobrepeso e obesas.

Assim, se por um lado, ainda persiste o problema da fome; por outro, intensifica-se o problema do sobrepeso e da obesidade. Essa situação, deixa a impressão que vencer a fome torna a obesidade vitoriosa. Mas é só impressão. No entanto, é apenas impressão. É fundamental intensificar as políticas mundiais, nacionais e locais de combate à fome; e agregar a esta política bem como às políticas de saúde e de esporte, políticas públicas de combate ao sobrepeso e à obesidade.

A Secretaria de Educação de Santa Catarina tem um programa de Educação Alimentar que pode ser adaptado, multiplicado e disseminado por todo o Brasil, inclusive na Região Metropolitana de São Paulo e no Alto Tietê.

Trata-se de um curso de 40 horas/aula, gratuito e oferecido para turmas de até 40 alunos. O curso está inserido em uma política de Educação Alimentar do Estado e tem caráter interdisciplinar. A prova da interdisciplinaridade está na constituição da equipe composta por cientistas sociais, economistas, historiadores, matemáticos e nutricionistas. No conteúdo do Curso são apresentadas e discutidas ideias dentre as quais, Segurança Alimentar e Nutricional; hábitos alimentares como expressão cultural; a importância das hortas escolares; restrição e promoção de alimentos.

Assim, agregar a educação alimentar no programa escolar, bem como atividade fixa e permanente das secretárias de saúde é fundamental para que a derrota da fome não deixe a impressão de que a obesidade tornou-se vitoriosa. Trata-se de oportunidade valiosa para a prática da intersetorialidade.

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