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Jornal Diário de Suzano - 29/09/2020
Pmmc Sarampo
SOUZA ARAUJO
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO
ÚNICCO POÁ

Fotografia

09 ABR 2016 - 08h00

suami-cor_Já escrevi sobre muitas cidades. Umas em que vivi, outras em que passei. No Brasil, vivi em muitas cidades. Da Bahia ao Rio Grande do Sul, morei, estudei, fiz amigos, namorei. Fora do meu País também estive um muitos cantos, fiz muitos cantos. Vivi e passei, por anos, em tantos lugares. Me encantei, cantei.

Cantei o meu País, cantei cidades, como disse certa vez: “as cidades são pessoas/ com quem vivemos/ noite e dia...”. Sempre fui totalmente brasileiro, mas não tinha a minha cidade, a minha aldeia. Depois que tive de viver fora da minha terra, senti a dor do afastamento: Também chorei (Poema “Exilio”): paisagem escolhida/ que a vida exilou/ como viver sem tua presença/ ausência que me mata/ arrebata meu corpo num repente/ minha mente por inteiro/ me abandona sob o sol/ deste verão dolente”.

Amava, amo muito, suas ruas de ipês. Por que não voltamos a recobrir suas ruas de árvores da nossa região? Com cada morador cuidando da sua parte? É assim que gostaria de rever o Centro da nossa hoje Suzano.

Escrevi a História da minha Cidade, com muito orgulho. Sei que não começou no atual Centro, mas lá longe, no hoje Baruel, que antes, no século XVII e XVIII,

era conhecido por Suindara e depois pelo nome do rio, Taiaçupeba. Só para constar, de fato, o local que hoje chamamos de Baruel recebeu esse nome em razão do rico fazendeiro Antonio Francisco Baruel, que ali se instalou em meados do século XVIII. A antiga capela de N. Sra. da Piedade, construída por volta de 1720, ruiu na última década do século XIX. A atual capela do local foi, realmente, reconstruída em 1916, portanto fazendo um século, 100 anos, mas pelo empresário Roberto Bianchi.

Num poema. “Fotografia”, dedicado a minha querida Suzano, e a sua gente, “O Povo Mirambava”, lembrei uns versos de Drummond: “Tive ouro, tive gado, tive fazendas./ Hoje sou funcionário público./ Itabira é apenas uma fotografia na parede. /Mas como dói.”

De fato, “Nunca tive uma daquelas fotografias/ como o Drummond”, mas, continuo:

“Um dia/ encontrei a vila/e a ela me dediquei/Não me deu ela ouro/tampouco me deu gado/nenhuma fazenda me deu/Deu-me um jeito de olhar o mundo/Deu-me aquela terna saudade/cada vez que dela saia/Deu-me um olhar orgulhoso/de saber de onde eu vinha//

“A cidadezinha cresceu/Cresceu mais dentro de mim/Vesti-me de funcionário/ Criei parentes/Criei amigos/Criei meus filhos/Criei irmãos//

Que bom será/ se não tiver mais que partir/Só de pensar/dá uma dor besta no peito/e um embaraço na vista/que chega assim/ de repente”

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