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Jornal Diário de Suzano - 20/09/2020
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Gosto não se discute...

19 DEZ 2015 - 07h00

suami-cor_Um amigo, dia desses dizia que precisamos de mais escolas. Ou, dizendo melhor, precisamos de mais educação. Comentava que alguém com um tanto de cultura ainda se destaca. E, sem precisar fazer nada, tantas vezes é visto como arrogante. O que não é bem verdade. A maioria das pessoas cultas costuma ter boa educação.

E lembrei que aprendemos na vida, não somente na escola (mas que é importante, vamos deixar registrado). E a experiência nos permite aprender, por exemplo, que, gosto não se discute, mas gosto se educa. Porém o acesso a gostos apurados, a nem todos, por vezes, foi permitido. Então, volto ao que aprendi em casa, os gostos mostram-se diferentes muitas vezes.

Gosto de Artes, que em muitas linguagens sensibilizam. Você já parou para pensar nisso? Tive a alegria do acesso a muitas coisas. E adquirimos gostos nas satisfações que aprendemos e cultivamos. A minha geração decorava poemas na escola primária. E declamávamos. E escolhíamos poemas. Claro que conheço gente que odeia poesia e nem gosta de letra de música. E que nem sabe a diferença de uma e de outra. Um mau professor pode condenar o nosso gosto definitivamente, até por traumatismo.

Mas sei também que adquirimos gostos por circunstâncias na vida. Aprendi a gostar de Jazz, aos 14 ou 15 anos. Conversava em inglês com um professor, um militar reformado. Ele usava as letras das músicas para ensinar o coloquial. Como ele tinha muitos discos de Jazz fui ouvindo e educando o ouvido. E, com a Bossa Nova, que passa o Samba pelo Jazz, lá por 1958 e início da década seguinte, me encantava. O que não me impedia de gostar de Rock. Não esqueça que nessa época Elvis Presley era o grande Astro Internacional.

Aproveitando a deixa, lembrei de algumas cantoras de Jazz que tem me chamado a atenção nos últimos tempos. E que interpretam Bossa Nova, em Português também. Lembrei de algumas americanas, caso da Jane Monheit, linda, sedutora, envolvente. Sem esquecer da Stacey Kent, de bela pronúncia tanto em seu sotaque brasileiro quanto em francês. E preciso incluir, igualmente, a Diane Schuur. Caramba, o jazz já passou dos 100 anos e ainda encanta. Teve, tem, lá seus momentos de influências estranhas, nem sempre felizes, mas acaba voltando a tradição, ao improviso criativo. Demais!

E não faz muito encontrei um disco mais antiguinho, o "Casa da Bossa ao vivo", gravado em 28 e 29 de abril de 1997, no Rio de Janeiro, com papas do gênero. É verdade, gosto não se discute, gosto...

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