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Jornal Diário de Suzano - 27/09/2020
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Inimigos próximos

22 MAR 2016 - 08h00

lorena burger jurada do c de cronica-frrO que temos visto nos últimos dias na política do país é o decadente jogo de entregas (que se faz necessário para acabar com a corrupção), amigos abandonados à própria sorte, presos e acuados, buscam proteção na delação premiada, para obter da justiça os favores que não conseguiram com aqueles em quem confiavam.

Triste maneira de limpar o cenário nacional de tantos corruptos e corruptores.

Por conta dessas delações vimos pessoas que considerávamos decentes, serem levadas para trás das grades pelo desvio de muitos milhões de reais que deveriam ter sido empregadas de maneira correta em obras necessárias para o país.

Dinheiro que serviria para construir hospitais, escolas, represas, na busca por petróleo, foi desviado da maneira mais indecorosa possível, dos cofres públicos e serviram para que candidatos aos mais diversos cargos políticos, desde o nível nacional até o municipal, tanto do executivo como do legislativo fizessem suas campanhas políticas, sem se preocupar com os gastos das viagens de jatinhos particulares, com a publicidade paga, com a alimentação de seus correligionários...

Gastaram à vontade, sem o menor temor de serem descobertos...

Sentiam-se tranquilos, além de se elegerem fazendo uso indiscriminado do dinheiro desviado, ainda aproveitaram que as burras estavam abertas e passearam, foram com a família para diversas vagens ao exterior, gastando sem o menor pudor em restaurantes e hotéis famosos.

Levaram os filhos, netos e amigos para parques de diversão no exterior e compraram à vontade em free shoppings...

Nada como ter que prestar contas, afinal o povo nem sabia da existência desses valores imensos... As obras não caminhavam, mas infinitas desculpas podiam ser dadas, ninguém iria lá para saber se eram verdadeiras...

Agora pegos com a boca na botija, pelas delações, onde delatores se preocupam em comprovar tudo que falam, para escaparem da prisão longa e certa, negam com veemência os fatos e tentam convencer o povo de que são honestos, que trabalham e se dedicam ao país.

Nas muitas conversas telefônicas, menosprezam a população que os elegeu, são pobres ignorantes, tratados a palavras de baixo calão, comparados a animais irracionais, que facilmente se deixam levar.

Para sorte desse povo trabalhador, que verte diariamente o suor do rosto para ganhar seu minúsculo salário, representantes da Justiça, não se deixam lograr, buscam, averiguam, pesquisam, analisam minuciosamente enormes pilhas de documentos, de declarações, saem de suas camas quando ainda é madrugada, para que este país recupere o brilho, o orgulho, a decência...

Por muito tempo nos sentimos como crianças abandonadas a própria sorte, sem ter ninguém que nos cuidasse, agora com o peito cheio de esperança, podemos ir às ruas e levando a bandeira vede e amarela, pedir que a Justiça se faça o mais rápido possível...

Para muitos ainda não é fácil acreditar que mudanças ocorrerão, mas lá no íntimo desejam que elas aconteçam...

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