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Jornal Diário de Suzano - 25/10/2020
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José Maria Guardia, antigo Despachante de Suzano

24 JUN 2016 - 08h00

carmineAlto de estatura, peito largo e aberto, voz clara e robusta, José Maria Guardia há 15 dias deixou a família, a Agência de Despacho, para voltar à Casa do Pai. Já fazia algum tempo que a sua saúde não era mais a mesma. Numa comemoração, à qual participei, me encontrei com ele. O seu abraço me fez sentir pequeno e frágil, fazendo o meu corpo balançar. Durante o jantar passou mal, era um preanuncio de um coração cansado e enfraquecido. Voltou na mesa, tranquilizando a todos e retomando a conversa com os amigos.

De bom humor e de um sorriso contagiante, José Maria foi , com Valdemar Calil, Massaki Nagai e Olavo, um dos primeiros despachantes de Suzano. Um homem de classe média emergente, administrava o escritório com competência, juntamente aos filhos. Entrei algumas vezes na sua Agência, onde encontrava o meu amigo e cantor napolitano, o Sr. Ciparulli, conhecido pelo apelido de Caruso. A ele, José Maria entregava as tarefas de serviços externos, como ir ao Banco ou em outros lugares.

Na Missa de 7º Dia, a família participou da santa Missa, oferecendo ao Senhor em sufrágio dele, preces e orações. Amava a família de sangue, a família rotariana e maçônica. Aos familiares e amigos, que nunca querem ver alguém da família perder a vida, mas querem fazê-la durar eternamente, José Maria viveu 89 anos de vida, como se fossem um segundo de eternidade. Embora já se tenha ido, espreita ainda, com seu sussurro divino e celeste, palavras que ensinam a vencer os embates cotidianos.

Estava já afastado da Agência algum tempo. O encontrava quando, às vezes, saia para almoçar. Cada vez que eu passar pelo escritório, lembrarei a nobre e gigantesca figura de José Maria. E não somente com saudade, mas também com um certo carinho e afeto, por causa do povo ao qual ele servia, com impecável etiqueta e profissionalismo.

Tornou-se agora, um ser vivo invisível aos nossos olhos e se lhe fosse concedido conversar algo conosco, falaria de assuntos novos, que a maioria das pessoas não costuma tocar, mas que são dignos de serem aprofundados com a nossa Fé, à luz da revelação bíblica do Antigo e Novo Testamentos.

Caso pudéssemos nos encontrar com tais indivíduos invisíveis, que muitas vezes as pessoas imaginam sonhar, mas na verdade são invisíveis e nunca aparecem, estaríamos com certeza despreparados, para falar a mesma linguagem deles, não no sentido fonológico mas no conteúdo da vida celeste e ultraterrena.

É importante acreditar naquele conteúdo bíblico, que nos permite conhecer o verdadeiro caminho, que leva a viver uma eternidade feliz. É o que desejamos a José Maria e a todos os nossos queridos irmãos falecidos.

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