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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2017
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Jovens enxergam objetivos como uma corrida de 100 metros e não como maratona

16 JUN 2015 - 08h00

Certa vez, um jovem de 17 anos procurou Mark Twain, escritor e humorista norte-americano. Buscava aconselhamento sobre como se relacionar com o pai, com quem tinha convivência difícil, que resultava em brigas constantes.

Disse que o pai era antiquado e que não tinha a menor ideia do que significava a modernidade e os novos costumes.

"O que eu faço? Eu quero muito sair de casa". Mark Twain respondeu: "Meu querido jovem, eu sinceramente compreendo você. Quando eu tinha 17 anos, meu pai era bastante difícil. Mas você deve ter paciência com pessoas mais velhas. Eles se desenvolvem mais lentamente. Dez anos depois, quando eu tinha 27, ele tinha aprendido tanto, que já era possível para mim conversar com meu pai sensatamente. E sabe de uma coisa? Agora que tenho 37, acredite ou não, posso pedir conselhos ao meu pai quando não sei o que fazer. Isso prova como as coisas mudam". Jovens acham que sabem tudo, se consideram os donos da razão e são inconsequentes por natureza. Muitos tem sonhos difíceis de realizar no momento em que estão de suas vidas. Jovens deveriam enxergar objetivos como uma maratona e não uma corrida de 100 metros. Pais também já foram jovens, já passaram por tudo isso; quebraram a cara muitas vezes e por isso têm experiência para opinar na vida dos filhos. Diz a música que "coração de mãe nunca se engana". É a mais pura verdade. A questão é que os pais, com toda sua sabedoria, encontram, muitas vezes, dificuldades para orientar os filhos. Na verdade, quando foram jovens, também tiveram problemas e conflitos com seus genitores. Mas como resolver então essa pendência? A palavra mais importante nessas situações, chama-se comunicação.

Ao conversar com os mais jovens, procure entrar no canal de comunicação deles. Não seja radical e inflexível. Não dê sermão quando estiver de cabeça quente. Jamais puna seu filho de forma dura demais. Lembre-se que é mais fácil você entender seu filho do que ele entender você. Não prenda demais e também não deixe sair de seu campo de visão. A estratégia para exercer a nobre missão de educar, passa pela moderação, paciência, persistência e amor.



Jorge Lordello

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