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Jornal Diário de Suzano - 12/12/2017
mrv

Luto na Câmara Municipal de Suzano

17 ABR 2015 - 08h00

O destino trágico e cruel, certamente não fixado e marcado por Deus, tirou a vida de dois jovens vereadores suzanenses, com um intervalo de poucos meses um do outro.

Ambos os vereadores, Jessé Almeida e Marsal Rosa, eleitos pela 1ª vez na Câmara Municipal de Suzano, vinham trabalhando com o povo e pelo povo.

Das lágrimas derramadas pelos pais e pelos amigos é impossível falar. Derrotados pela trágica fatalidade do avião que caiu e do carro que bateu, os dois vereadores deixaram na cidade as marcas e os traços principais de suas histórias e participações na política suzanense.

Eram jovens militantes de uma nova e sincera utopia, na luta pela justiça e cidadania e a transmitiam com incansável dedicação para conseguir implantá-la no sistema político da cidade. A perda mais recente foi de Marsal Rosa, acontecida na 6ª feira passada, bem de madrugada, na volta de Mogi para Suzano. Marsal viveu o início de sua juventude, pensando em realizar o sonho do pai Joaquim, que várias vezes tentou se candidatar para o cargo de vereador. A vida política parece ser uma herança transmitida de pai para filho. Herança bendita se o fio condutor da vida política for movida pelos mais nobres e grandes ideais e pela vontade de servir e não de servir-se dos eleitores e contribuintes, para ter um bom salário. Já não podemos andar por aí, fingindo estar a serviço do povo e fugindo à causa real e destemida de o representar e defender na Câmara ou na Administração e de ser porta-voz de seus anseios e de sua história sofrida. Protestos e rebeldia correm no sangue e nas veias dos cidadãos que elevam seu clamor e seu canto de guerra contra os governos federal, estaduais e municipais, ou contra a Câmara dos Vereadores, quando a corrupção anda pela escuridão como os bichos no mato. Quem vai substituir Marsal será a suplente Abigail, que assumirá pela 1ª vez o cargo de Vereadora. Deverá exercer com a total vontade de respeitar os contribuintes, que pagam taxas e impostos para ver a cidade crescer e se destacar entre as cidades do Alto Tietê. Marsal vinha se formando desde criança para ser um bom cristão e cidadão. Filho de Margareth e Joaquim ouviu de seus pais, palavras que o ajudaram a vencer batalhas e tempestades. Os mesmos lhe mostraram como debruçar-se na vida, como preparar-se para a vida política, como vencer os conflitos que surgem na vida matrimonial, como formar uma família e alcançar uma boa carreira. Admiro o casal Rosa, cuja caminhada está marcada em minha memória há quase trinta anos, desde que Suzano me acolheu quando vim ao Brasil. Margareth, com a entrada do filho na política, ficou sempre por perto e Marsal levava consigo a imagem brilhante de sua mãe que o assessorava com muita competência e lisura. O trabalho dos pais, será agora voltado para Otávio, irmão de Marsal, não sei se na mesma direção política, ou a perda do filho tirou do coração deles o interesse pela política. Nos dias presentes, com Marsal partiu também o encanto dos pais pela cidade. Cabe porém, levantar a vista e ver projetada na parede ou no horizonte, não uma vida familiar destruída, mas um caminho novo a ser perseguido.

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