Envie seu vídeo(11) 97569-1373
terça 22 de setembro de 2020

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 22/09/2020
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO
PMMC COVID SAÚDE

Marcha de Quarta-Feira de Cinzas

13 FEV 2016 - 07h00

suami-cor_Antigamente chamávamos a terça-feira de Carnaval de “Terça Gorda” (do francês “Mardi Gras”). O dia seguinte era a “Quarta de Cinzas”, com a missa especial, de início da Quaresma, e já não tinha mais nada da festa pagã carnavalesca. Hoje nem mais isso vale. E foi automático, ou inevitável, relembrar a composição do Carlos Lyra com Vinícius de Moraes, a “Marcha de Quarta-Feira de Cinzas”. Acho que há muitos anos, falei disso aqui neste espaço. O ritmo era mesmo de marchinha, mas, claro, com um cheirinho de Bossa Nova. Relembrem:

“Acabou nosso carnaval/ Ninguém ouve cantar canções/ Ninguém passa mais/ Brincando feliz/ E nos corações/ Saudades e cinzas/ Foi o que restou//

Permitam-me, o Poeta teria acertado? Quando a alegria é em excesso será mesmo que o que se segue é um vazio?

“Pelas ruas o que se vê/ É uma gente que nem se vê/ Que nem se sorri/ Se beija e se abraça/ E sai caminhando/ Dançando e cantando/ Cantigas de amor// E no entanto é preciso cantar//

Aí, aquele outro poeta, o Carlos Drummond, vem dizendo que chegando ao Rio de Janeiro, na rua o que sentia era a solidão entre milhões de pessoas. Então, retomamos tudo como era antes do Carnaval. Os milhões de pessoas que saíram em blocos, dançando, se abraçando, beijando-se, restam solitárias agora? O que devemos fazer? Ficarmos tristes? Quietos? Ou, talvez, ouvir o poeta:

“Mais que nunca é preciso cantar/ É preciso cantar e alegrar a cidade//

Não, o poeta insiste. Temos de mudar. Temos de transformar a Cidade. Temos de transformar a gente que nos rodeia. O poeta persiste:

“A tristeza que a gente tem/ Qualquer dia vai se acabar/ Todos vão sorrir/ Voltou a esperança/ É o povo que dança/ Contente da vida/ Feliz a cantar//

Não vamos abaixar a crista. Só esquecemos por uns poucos dias a crise? E a crise tem solução? Brasileiro já viveu outras crises? Superou-as todas? Sim!!! Então, o poeta está certo:

“Porque são tantas coisas azuis/ E há tão grandes promessas de luz/ Tanto amor para amar de que a gente nem sabe// Quem me dera viver pra ver/ E brincar outros carnavais/ Com a beleza/ Dos velhos carnavais/ Que marchas tão lindas/ E o povo cantando/ Seu canto de paz/ Seu canto de paz”.

Não consigo viver sem esperança. Tenho que repassar esse sentimento. Tem um Senhor que me demonstrou passo a passo, que ele escolhe o que vem, quem fica e quem irá. Temos tanto a aprender. É preciso esperança, sim, mas há tantas promessas de luz. Há tanto amor para amar de que a gente nem sabe...

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias