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Jornal Diário de Suzano - 21/11/2017
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Mata Atlântica – Frágil Exuberância

16 MAI 2015 - 08h00

Meu querido e admirado amigo, o Artista e Educador Antonio Wuo, irmão do não menos reconhecido Artista Plástico, e também Educador, Victor Wuo, outro amigo de anos, trouxe-me dia desses seu mais recente livro: “Mata Atlântica – Frágil Exuberância”. Uma belíssima publicação que recebeu o apoio da Lei de Incentivo a Cultura, com o patrocínio da empresa Agrichem e publicada pela Avisbrasilis Editora, em português e inglês, em 2014. É uma obra maravilhosa, com encadernação em capa dura, em papel couchet, ilustrações coloridas, com cerca de seiscentas imagens da flora e da fauna da Mata Atlântica, especialmente do espaço do Alto Tietê. É um registro maravilhoso. Em 144 páginas podemos nos encantarmos com fotos e ilustrações mágicas de mais de trezentas espécies de fauna e flora, em grande parte da Serra do Itapety.

Antonio Wuo já havia publicado um outro livro excepcional, em 2006, “Aves de Itapety”, com o apoio cultural de muitas empresas de Mogi das Cruzes. Esse recebi-o de presente do amigo, Elias Pereira, Diretor do Instituto Itempi, um dos empresários que apoiou o trabalho. Era um livro precioso, reconheça-se, encadernado, mas com cerca de oitenta páginas, pouco mais da metade do que agora nos oferece. Com certeza, esse livro anterior, belíssimo, também com ilustrações de importantes artistas plásticos do Alto Tietê, foi a abertura para trabalhos maiores, como o que agora nos oferece com o “Mata Atlântica”. E que, com certeza, outros que acabará por nos oferecer em tempos futuros, estou seguro.

Algumas de suas palavras nos tocam, pela chocante sensibilidade de suas denúncias. Sabemos que os municípios do Alto Tietê são amplos em espaços identificados como áreas de proteção ambiental (APA). Os pouco mais de 200 Km² de Suzano, por exemplo, tem 70% do território estabelecido como área de proteção. Mas hoje com cerca de trezentos mil habitantes, está com áreas invadidas irregularmente há décadas, como é sabido.

E a Mata Atlântica, como está ela? Esta mata que já cobriu cerca de 1,5 milhão de Km² do território brasileiro, como diz Wuo, teve seu corpo transformado: “em fumaça desfigurando sua geografia”, só restando hoje algo como 5% do que já alcançou. O que nos leva a acreditar que vai mesmo desaparecer com o “progresso”. O que viria a ser “a tragédia biológica do século”, como já previa “The New York Botanical Garden”, no seu “Inventário Florístico dos Países Tropicais”.

Triste. Precisamos pensar em como reagir.



Suami Paula de Azevedo

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