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Jornal Diário de Suzano - 27/11/2020
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Meios do Ambiente

04 JUN 2016 - 08h00

suami-cor_Nos últimos 30 anos sempre planto uma árvore no dia 5 de junho, Dia Internacional de Defesa do Meio Ambiente. Essa prática foi se tornando um habito pela continuidade. Como educador e especialmente como diretor de escola isso se tornou ainda mais consequente. Seguirei essa prática até onde e quando puder. Fazê-lo será sempre uma alegria.

Há uns 45 anos, iniciei um curso de Planejamento Urbano. Seguia aulas de Demografia, mas também Antropologia. Estudava, igualmente, Ecologia, com muita Biologia. Acabei deixando esse curso para seguir Literatura, e tomei outras direções. Mas, gostei da tal de Ecologia, em especial para Planejamento de Cidade. Não me tornei Xiita, mas não perdi a preocupação. Fiz parte da primeira turma do Conselho Municipal, Condema, de Suzano.

Há coisa de uns 20 anos, tornei a atividade de plantar uma árvore em 5 de junho, como uma espécie de homenagem. Foi nessa data que minha mãe faleceu. Ela sofria de um mal incurável, que persistiu por cerca de sete anos. Quase todos os seus filhos já tinham se preparado para cuidar dela. Tinha eu mesmo um espaço para ela reservado, quando construí minha casa. Mas ela, como uma gaúcha valente, “de faca na bota”, da vila do Alegrete, na Fronteira, nunca quis perder a autonomia. Queria morar na sua própria casa. Jamais depender, nem de filho. Por um outro enfoque, sei que ela não queria dar trabalho a ninguém. Criar obrigações para os outros era algo que ela não aceitava. Ela jamais deixaria de seguir seu caminho. Esse foi um dos exemplos que com ela aprendi. Desistir, jamais. Ela iria até onde conseguisse. Sem se deixar abater, coisa que detestava. Gostava do carinho dos filhos, dos amigos. Mas sem perde sua autônoma.

Escrevi versos para o plantio de umas árvores há mais de uma década, em sua honra, como de meu pai. “Mata da Serra”: “floriam as plantas da serra/ flores róseas brancas encarnadas/ salpicadas na folhagem/ reacendiam visões de alegria/ da infância jamais esquecida// minha mãe/ naquela sua brejeirice/ ressurgia nas árvores plantadas// revia tanta graça com doçura/ em cada criança que via/ nelas se balançando/ e repetia meu pai/ naquele mesmo alerta/ ‘cuidado que você cai!’”.

O Ambiente não tem tantos meios. Nós, brasileiros, com a nossa gente, tão desapegada da natureza, precisamos dar maior atenção a esse setor. E isso feito desde que somos muito pequenos. É lá que fica a base do que assumiremos tanto ou nada depois. Criemos os Meios.

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