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Jornal Diário de Suzano - 27/11/2020
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Minoria organizada x maioria passiva

01 JUN 2016 - 08h00

Jorge LordelloQuando não se obtém consenso, decisões coletivas devem ser definidas por votação, sendo que a vontade da maioria deve ser respeitada e prevalecer. Isso acontece em nosso dia a dia, nos lares, em assembleias de condomínios, entidades de classe, associações e etc. Leis votadas na esfera municipal, estadual e federal traduzem o mesmo espírito democrático. Nenhuma legislação agrada a todos; sempre haverá descontentes, mas esses devem ser a minoria. Atualmente, no Brasil, acontece completa inversão de valores, onde a vontade de minorias organizadas têm frustrado interesses da maioria desorganizada. É comum, 40 ou 50 pessoas impedirem o trânsito na Avenida Paulista, um dos principais corredores de veículos de São Paulo. Esses pequenos grupos poderiam utilizar o vão do Masp para expor suas ideias e reinvindicações, sem prejudicar o cotidiano de milhões de paulistanos. Mas por que preferem paralisar boa parte de São Paulo? Outro exemplo de descalabro ocorreu 03/05/2016, na Escola Técnica (Etec) Professor Basilides de Godoy, na Vila Leopoldina/SP, onde cerca de 150 alunos ocuparam o colégio e paralisaram as aulas. Mais de 1600 alunos não puderem entrar, assim como centenas de funcionários. 10 dias se passaram e a escola continuava acampada. Pais, alunos e funcionários, revoltados com a situação, fizeram prevalecer o interesse da maioria, e assim, retiraram aqueles que impediam o funcionamento do estabelecimento de ensino. Foram encontrados móveis revirados e computadores danificados. Na sala que abrigava o servidor, foi constatado que os discos rígidos foram arrancados, perdendo-se informações de cerca de 30 mil alunos, um arquivo com mais de 70 anos de existência. Alguém foi ou será punido? Por que essa situação de descontrole social é recorrente, apesar de absolutamente negativa socialmente e espúria quanto a sua legalidade? É simples; porque representa interesses de uns poucos, mas que são muito bem articulados e exímios na arte de intimidar e manipular situações políticas na defesa de seus escusos interesses. Há de tudo permanecer assim enquanto a impunidade e os direitos de uns tantos prevalecer. Mas até quando? Enquanto quisermos, enquanto você, leitor, quiser. Pelo tempo que demorarmos para escolher melhor nossos lideres; enquanto tivermos, em decorrência de nossas opções, instituições hesitantes e descompromissadas com a legalidade e o bem maior.

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