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Jornal Diário de Suzano - 18/10/2020
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Monumentos Culturais a se Preservar

30 JUL 2016 - 08h00

suami-cor_Dia desses numa palestra sobre a História de Suzano falei a respeito da necessidade de registro dos nossos monumentos culturais, artísticos, históricos, materiais como imaterial ou naturais. Pontos que precisavam ser identificados para a sua necessária preservação.

E disse sobre a importância de “tombamento” desses patrimônios. Algumas vezes usamos expressões que nos são claras, mas que não o são para outros com formação diversa.

Isso ficou evidente quando alguns presentes me interrogaram sobre essa expressão, “tombamento”, se havia a vontade “derrubar” algum monumento histórico, da nossa Cidade. O que seria isso? Sem me alongar, disse alguma coisa sobre esse ponto histórico, como explico adiante.

A expressão “tombamento cultural” tem como referência um dos mais antigos arquivos do mundo, localizado na “Torre do Tombo”, em Portugal.

Era denominado oficialmente de Arquivo Geral do Reino, desde a Idade Média, de 1378 até 1755 instalado numa torre do castelo de São Jorge, denominada "Torre do Tombo". A designação de “tombo” deriva do grego “tómos” que significa “pedaço cortado, parte, porção”.

Então a Torre do Tombo tornou-se o local onde se guardavam os volumes e os papéis mais importantes do reino.

Em 1755, por causa do terremoto que atingiu Lisboa e ameaçou de ruína a torre, foi transferido para o Mosteiro de São Bento (atual Palácio de São Bento).

Nessas instalações manteve-se até a construção de um moderno edifício-sede, na Cidade Universitária de Lisboa, na freguesia do Campo Grande, para onde foi transferido em 1990, algo distante do Centro da Cidade. Guarda material original desde ao Sec. IX até atuais e cabe a ele preservar também os novos arquivos eletrônicos, dando base à política de proteção e valorização do património cultural.

Atualmente constitui-se numa moderna instituição, aberta a pesquisadores e ao público em geral.

As atuais instalações, em Lisboa, num edifício projetado pelo arquiteto Arsénio Cordeiro, são classificadas desde 2012, como monumento de interesse público. Ocupando uma área de 54.900 metros quadrados conta com cerca de cem quilômetros de prateleiras.

Então, “tombar um patrimônio cultural” significa que desejamos “preservar” esse patrimônio em toda a sua qualidade.

A expressão veio de Portugal e os estudiosos brasileiros a assumiram desde sempre em nossa história.

Tanto que as leis de preservação de monumentos de importância cultural são chamadas “Leis de Tombamento”. Suzano está no caminho.

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