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Jornal Diário de Suzano - 23/11/2017
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Não seja da turma do “me engana que eu gosto”

04 AGO 2015 - 12h23
No salão de cabeleireiro, enquanto fazia permanente nos cabelos, uma mulher reclamava do marido. Mostrava-se revoltada pelos vexames que passava em virtude de suas bebedeiras. Contou casos escabrosos que chamaram a atenção de todas as clientes. Em dado momento, ao comentar em voz alta que na semana anterior o marido chegara em casa às 2h da madrugada e exigira que ela levantasse para preparar algo para ele comer, chegou até a verter algumas lágrimas. Disse, ainda, que após saciar a fome, completamente alterado, ele desejou saciar também a vontade sexual, e que, mesmo contra vontade, teve que realizar os fetiches do esposo, pois teve medo de ser agredida. Nesse momento, uma advogada que fazia as unhas, bradou: “Minha senhora, sua situação é insustentável. Se precisar, faço sua separação judicial e não cobro nada”. A reação da mulher não foi das melhores: “Não se intrometa na minha vida conjugal. Saiba a senhora, que meu esposa é muito bom quando não bebe”. A advogada, constrangida, calou-se. A cabeleireira que cuidava das madeixas da cliente, perguntou baixinho: “Mata minha curiosidade, seu marido bebe com qual frequência?”. A mulher murmurou no ouvido da funcionária: “Ele bebe todo dia”. Não podemos esquecer daquelas mães que constantemente são chamadas na escola pois o “filhinho” aprontou novamente. Algumas dizem que o menino está sendo perseguido; outras que ele é incompreendido ou está passando fase difícil por algum motivo. Tem também aquelas que fazem o seguinte comentário: “Tem certeza que meu filho fez isso contra a professora? Será que não foi ela que provocou? É difícil de acreditar nisso, pois em casa ele é um santinho”. É triste o fato de muitos pais que sabem do contato do filho com drogas preferirem não enxergar. Se o filho for detido por isso, mostram-se surpresos; alguns chegam a colocar culpa na polícia. Por que tanta gente ao invés de enfrentar a realidade e assim solucionar um problema, prefere se alienar e desfocar a gravidade da situação? Portanto, encontramos dois tipos de pessoas? 1) Aquelas que preferem ser enganadas, longe da realidade 2) E aquelas que encaram a verdade de frente; ficam tristes momentaneamente, mas saem em busca incessante de solução.

Jorge Lordello

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