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Nina

12 MAR 2016 - 08h00

suami-cor_“Nina” é um palavra espanhola, significa: “menina”. Uma homenagem às mulheres. Este é o mês. O dia foi 8 de março. As homenagens devem ser permanentes. É como entendo.

Lembrei do Amor, lembrei da Nina Simone uma mágica cantora de jazz. Ao chegar a Europa em janeiro de 1972, em Paris, uma das primeiras músicas que me seduziram foi “Ne me quitte pas”, de Jacques Brel, exatamente cantada pela Nina Simone, em francês, com forte sotaque americano. Uma música de letra arrasadora. Que mostra o amor perdido como jamais se pode perder. Ela também, como muitos americanos, fugia da guerra do Vietnam e das perseguições raciais, depois dos anos de 1960. Ela morreu aos 70 anos, na França, em 2003.

Esses dias revi uma apresentação da Nina no Festival de Jazz de Montreux, de 1976, quando eu ainda vivia na Europa. Ela canta várias músicas, mas também “Feelings”, em inglês, do brasileiro Morris Albert. Ou melhor, ela cria uma apresentação toda especial.

Essa música, escrita originalmente em inglês, fala algo assim: “Sentimentos/ Nada mais que sentimentos/ Estou tentando esquecer meus sentimentos de amor// Lágrimas rolam em meu rosto// Sentimentos que vou sentir por toda minha vida/ Eu queria nunca ter te encontrado, garota/ Você não voltará jamais// Oh, sentimentos/ Queria te sentir novamente em meus braços/ Sentimentos// Sinto como se nunca te tivesse perdido/ E também sinto como se nunca mais te terei// Novamente em meu coração/ Sentimentos/ Que terei por toda minha vida”.

Vejam no “YouTub”, ela recria, cria, inventa, interpreta.

Falar de amor. Amor perdido. Outro amor perdido. Ou que nunca é perdido. Por que amor não se perde. Fica para sempre lá na gente. No meio do canto, com um piano magistral, ela pergunta ao público algo assim: “Seria possível chegar a sentir essa perda? Ou isso não existe mesmo?”

Uma mulher tem de ser amada. Sempre. Um homem tem de amar uma mulher. E isso não se pode perder. É tudo contra a natureza.

Não me venham com essa história de que as pessoas não são iguais.

Tá! E daí? Uma mulher tem de sempre ser amada. Todas as mulheres tem de ser amadas. É assim a vida. É assim que se vive. Com esse baita sentimento dentro do coração. Sem isso, sem nos abrirmos para a passagem desse absurdo sentimento dentro da gente, como chegar a perceber isso, que não é mais do que sentir e entender, o tal de amor? Feelings, sentimentos?

Como entendermos as mulheres e respeitá-las sem sentimento? Como percebê-las, sem a imensa Poesia que elas emanam?

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