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Novos desafios para a Igreja do Baruel

09 OUT 2015 - 08h00

carmineEntre os pontos turísticos e históricos de Suzano, está o vilarejo do Baruel e a Capela de Nossa Senhora da Piedade, conhecida também como a Igrejinha do Baruel, onde nós deveríamos fazer uma parada obrigatória para olhar, conhecer e voltar atrás nos caminhos da história.

Todos os motoristas que entram ou saem de Suzano, pela Índio-Tibiriçá, se deparam com a Igrejinha do Baruel. Não é apenas uma Capela, é sobretudo um monumento histórico, que o passado encobre de vida e de memórias. Hoje está fechada, porque não há dinheiro, para consertar os danos que sofreu ao longo do tempo. A Igreja possui um salão, porém, os terrenos em torno da Capela e do salão não pertencem à Mitra Diocesana. Somente encaminhando uma ação de usucapião, poderá se tornar patrimônio da Igreja. O que fazer? O caminho normal é fazer o povo amar a Igrejinha, oferecendo aos fiéis, uma bela acolhida e uma boa assistência, espiritual e religiosa. Há também a possibilidade, para quem está com os fusíveis avariados, fazer um passeio regenerador, saindo de Suzano de manhã e percorrendo cinco quilômetros a pé, até chegar ao vilarejo, como acontece com a tradicional caminhada realizada, todos os anos, no último domingo de setembro. Quem sabe, poderá no futuro, acolher os peregrinos ou os visitantes, criando um centro turístico com lojinhas, bares ou pequenos restaurantes, servindo comida caseira. A imprensa fará o resto, para popularizar ainda mais o vilarejo, como centro religioso, com a tradicional festa anual de Nossa Sra. da Piedade e turístico.

Estamos todos esperando, pelo dia em que a Capela será reaberta. Deverá ser pela esperança e pela generosidade do povo, que ela ficará linda e bonita. Velhos, jovens, e crianças irão sorrir e a vida se espalhará por todos os cantos. A Capela, como uma velha senhora, completará 100 anos em 2016, quando foi reconstruída pela família Bianchi e alegrar-se-á ao ver o povo fazer festa. Importa, que na Capelinha se realizem celebrações e eventos comemorativos. A reconstrução da Igrejinha, concluída em 1916, foi com certeza, fruto da fé de Dona Ernestina de Jesus, nascida de família índia e católica que vivia na vila, sonhando uma terra de alegria, sem males, sem conflito e exploração, que há tanto tempo sofria. A jovem índia, cheia de confiança, casou-se com o jovem italiano Roberto Bianchi. O imigrante, novinho, transfigurado e apaixonado pela índia tornou-se o cacique da Vila e deu vida a uma família numerosa de 11 filhos. Os Bianchi, vivem, hoje, essa história e a memória que eles guardam do passado, nunca deixa de mantê-la viva. Atualmente, a vida no Baruel, segue pacata, silenciosa, indiferente em buscar melhorias. No entanto, o ano de 2016, será o ano do centenário da Capela e oxalá volte a pulsar uma nova vida, com a participação mais intensa de fiéis, estudantes, turistas e famílias, motivados a conhecer a história de Suzano. Muitas uniões conjugais, se constituíram a partir da chegada ao Brasil de italianos, portugueses, japoneses e libaneses. A Capela do Baruel, marca fortemente a história dos imigrantes em terra brasileira. De fato, Baruel que chegou à Vila em 1620, era filho de um imigrante europeu, que desembarcou no porto de Santos por volta de 1590. A Vila, que recebeu o nome de Baruel, teve a primeira Igrejinha no início de 1700. Foi construída em taipa, por iniciativa de Pe. Antônio de Souza e dedicada a Nossa Senhora da Piedade. Forjada de muita história, ao longo de 200 anos, mas deteriorada, foi reconstruída e inaugurada em 1916.

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