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Jornal Diário de Suzano - 22/11/2017
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O adeus a mais um político de Suzano

03 JUL 2015 - 08h00

Após o doloroso adeus ao Vereador Jessé Almeida e à brilhante figura de Paulo Caldas, professor, educador e político e logo em seguida, após dizer adeus, com o coração sangrando, ao jovem Vereador Marsal Rosa, a emoção tomou conta dos suzanenses veteranos à notícia do falecimento do Dr. João Roston, figura muito prestigiada em Suzano.

A cada dia, enxergamos melhor que o destino final da nossa existência é a morte ou para quem crê, o destino final é a vida nova com Deus. O que fazer? Como viver e ser feliz? Paulo Caldas, que faz muita falta na família, na cidade e na sala de aula, vivia feliz, unindo ao sonho de uma sociedade mais humana, a luta para transformar o incerto e obscuro caminho de tantos jovens e alunos, num caminho luminoso.

Nesta semana, precisamente na 2ª feira, perdemos outra e grande personalidade suzanense, o Dr. João Roston, esposo de Dona Laiz, mulher sempre elogiada pela fineza de seu espírito, pela elegância de sua personalidade, pela dedicação na formação de seus três filhos e sobretudo de tantos alunos, que educou durante 18 anos de ensino, nas escolas públicas de Suzano.

João Roston era engenheiro agrônomo com formação em matemática e física, biologia e química. Se ocupava do solo e da agricultura, como também da gestão e administração de obras públicas.

Apaixonado pela harmonia da natureza sentia-se feliz, no início de sua carreira de levar aos alunos nas escolas, o conhecimento da flora nativa e da mata atlântica e o respeito pelo Meio Ambiente.

O Dr. João, se dava bem com a sua profissão, com política, com a sociedade suzanense, com a família e com a Igreja. Homem estudado, culto e iluminado. Nunca disfarçou o interesse pela degustação dos melhores vinhos do Brasil e do mundo. Era um enófilo, um apreciador nato e não parava de se informar e estudar os mais diversos assuntos relacionados aos vinhos. Portanto, acredito que todos os membros das Confrarias de vinhos podem ser considerados enófilos e antes de mais nada seria bom fazer uma homenagem ao Dr. João que foi o fundador da 1ª Confraria de vinhos em Suzano.

Cultivava o ideal de um socialismo moderado, não era comunista e nem petista. O seu projeto social era democraticamente embasado nos princípios da Doutrina Social da Igreja Católica, gritando por pão, justiça e liberdade.

Ó liberdade, sonhada durante a ditatura e obtida não com a revolução popular, mas sim, com a cultural, da qual o Dr. João fez parte. Estive ao seu lado, por quase 10 anos, não como patriota, mas como amigo, a começar do ano 2006. Por quê? Para quê? Nos nossos encontros, quase não sobrava tempo e espaço para o silêncio. Trocávamos ideias, fazíamos a releitura de páginas inteiras de história do Brasil e do mundo, irrigando a conversa com um bom vinho.

O lar ficará vazio, pela ausência dele e a saudade se fará dolorida, no coração da esposa, dos filhos e dos amigos. Obrigado Dr. João, por ter deixado em Suzano um grande legado de sabedoria, competência e seriedade. Continuaremos lutando, amando a cidade e sentindo saudades. Na roça e na cidade, no escritório e em casa, as sementes de seus exemplos, profissionais, sociais e familiares, brotaram, dando bons e maravilhosos frutos.

Hoje, estás com sede de vida eterna, com sede do eterno sonho de viver feliz, na pátria nova e celeste. A ti, nos uniremos na segunda feira próxima, dia 6 de julho, às 19.00, na celebração do Sacrifício da Santa Missa, a ser realizada na Matriz de São Sebastião.



Padre Carmine

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