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O Amigo Sábato Magaldi

23 JUL 2016 - 08h00

suami-cor_Muitas pessoas, com toda certeza poderiam escrever algo semelhante ao que venho lhes propor aqui.

Depois do Dia do Amigo, posso dizer que, antes dessa data, perdi um amigo. Mesmo que não nos víssemos já faz uns tantos anos.

Sábato Magaldi. Foi um grande intelectual. Com toda convicção digo que foi o maior estudioso de Nelson Rodrigues. Vou mais longe, foi um dos maiores estudiosos de todo o teatro brasileiro, desde o seu desenvolvimento histórico como de suas criatividades próprias. Trabalhou em jornais como crítico teatral, foi professor universitário na Escola de Comunicação da USP, e também na Sorbonne (Universidade de Paris, França). Foi membro da Academia Brasileira de Letras onde assumiu a partir de 1995. Ao que sei foi o primeiro Secretário Municipal de Cultura da cidade de São Paulo, na Administração do Prefeito Olavo Setúbal.

Já conhecia seu trabalho, evidentemente desde a década de 1960, em São Paulo. Em 1968, como líder estudantil na Universidade Católica, que depois seria mais conhecida como PUC-SP, acabei ligando-me ao TUCA, grupo de teatro daquela universidade. E fui lendo cada vez mais sobre a área. E foi inevitável aproximar-me de textos de autores como Sábato.

Depois que sai do Brasil, em fins de 1971, estudei em Paris, justamente na Sorbonne.

Cursei Letras, mas segui muitas disciplinas do Curso de Teatro também, onde lecionava o reconhecido teatrólogo brasileiro Augusto Boal. E foi exatamente por lá que tivemos a presença de Sábato em seminários que desenvolveu no Curso de Letras, de Estudos Ibéricos. Sábato Magaldi era uma pessoa que passava uma mensagem de simpatia, de tranquilidade, com seu jeito extremamente dócil de se apresentar. Sua voz macia iluminando seu rosto sempre sorridente conquistava a todos.

Anos depois, creio que por volta de 1978, estive com ele, onde me recebeu muito gentilmente já no Gabinete de Secretário de Cultura, então na Casa da Marquesa de Santos, próximo à Praça da Sé. Ofereceu-me algumas ações culturais em projetos que desenvolvia. Trabalhei em uma pesquisa sobre os “Portais de São Paulo”, pesquisando justamente sobre a Literatura de Cordel, na contribuição Nordestina do Braz.

Convidou-me depois para lecionar na ECA. Ideia que me pareceu simpática então. Por outras razões acabei não indo para lá.

Mas não posso deixar de reconhecer a atenção especial, o carinho, que me concedeu. Sei que estou falando de coisas de há 40 anos. Mas a simpatia do Sábato Magaldi, sua amizade. Não posso olvidar. Uma pessoa brilhante.

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