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Jornal Diário de Suzano - 19/10/2019
Villa Europa
São Paulo Secretaria da educação

O poder do exemplo

23 AGO 2015 - 08h00

Ensinamos os nossos filhos, desde que nascem. Mas já está provado que o bebê, dentro da barriga, já está aprendendo. O bebê ouve sons e pode distinguir a voz da mãe e de outros ruídos do ambiente; identifica cheiros e sabores com base no que "sente" no útero; também é capaz de aprender características da língua da mãe, chorando com sotaque. Emoções, estresse, muitas sensações são passadas de mãe para filho.

A maior parte da orientação na vida de uma criança, no entanto, é comunicada pelo exemplo. A palavra "ensino" refere-se, principalmente, ao exemplo. Assim, as experiências mais significativas de uma família consistem de coisas que acontecem entre os familiares no dia-a-dia. A cada dia nossos filhos, futuros adultos, estão sendo ensinados por nós, por nossos parentes, amigos, igreja, televisão, redes sociais, governo. Essa aprendizagem muitas vezes é fragilizada pelos maus exemplos. No entanto, mesmo os maus exemplos podem ter caráter didático. Deveriam pelo menos ensinar que cada um de nós vai sofrer as consequências de seus atos. E quanto mais isso for verdadeiro tanto menos injustiças haverá.

Quais valores nossos filhos têm assimilado e praticado? Por quem estão sendo eles guiados? "Uma árvore é conhecida pelo seu fruto. Uma árvore de boa qualidade dá bom fruto; a de má qualidade, não", já dizia o Mestre Jesus. Embora mudanças sejam possíveis, uma vez que a essência do Evangelho de Cristo é o Seu caráter transformador, muitas atitudes indesejáveis têm sido transmitidas de pai para filho. São poucos os casos em que os filhos reavaliam os valores aprendidos e tomam rumos diferentes.

Se você quiser que seus filhos aceitem seus valores na adolescência, deverá, então, merecer o respeito deles durante a infância. Os pais passam para os filhos, principalmente na primeira infância, suas convicções íntimas e ética pessoal. Muitas vezes eles estão "ensinando" um determinado tipo de comportamento, considerado ético, mas na vida prática estão agindo de forma oposta. Os olhos de nossos filhos estão sobre nós o tempo todo, observando, analisando, concluindo, praticando o que está sendo ensinado. O mundo está cheio de falsos moralistas. O que dizer de um pai que fala para os filhos que eles devem ser honestos e verdadeiros, se ele tem o hábito de "enrolar" os outros?! O que dizer de uma mãe que fala para os filhos não mentirem, porque mentir é muito feio, se ela vive contando mentiras para as amigas, enganando o marido, comprando e não pagando?! Há muitos pais, que se dizem cristãos, vivendo o Cristianismo só no discurso. Os filhos reagem negativamente a uma piedade praticada apenas aos domingos. Eles sentem a inconsistência de uma vida assim. A Bíblia diz: "Ensina a criança no caminho em que deve andar e, ainda quando envelhecer, não se desviará dele." ( Provérbios 22:6)

Certo jovem expressou sua preferência por uma determinada tradução da Bíblia. Um amigo replicou: "Prefiro a tradução de minha mãe. Ela traduziu a Bíblia na linguagem da vida diária. Minha mãe é a melhor tradução!" O Brasil precisa de filhos de justiça! Que essa mudança comece em nós!



Sueli Barão

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