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Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020
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O recado da Campanha da Fraternidade para governantes e cidadãos

18 MAR 2016 - 08h00

carmineA Campanha da Fraternidade (CF) está inserida no Magistério social da Igreja do Brasil e destina-se a toda a sociedade: poderes públicos, escolas, paróquias, comunidades e também às outras Igrejas cristãs.

A CF deste ano: “Casa Comum, Nossa responsabilidade” tem caráter ecumênico. O aspecto principal é a nossa relação com a Casa Comum.

Somos provocados a ver a realidade na qual se encontra a Casa Comum, a julgar a nossa responsabilidade, para o bem da Casa Comum, e agir, para ver o direito brotar como fonte, e a justiça correr qual riacho que não seca.

Casa Comum” é uma maneira nova de chamar o Planeta Terra, habitado por seres viventes, criados à imagem e semelhança de Deus. As criaturas começaram a habitar Terra, mas não estavam sozinhas, porque Deus estava com elas e feliz de ter dado aos seus filhos uma Casa Comum para viver. Desde então, a Terra tornou-se a Casa Comum de todos os filhos de Deus. Nela, os homens e as mulheres, unidos ao Criador, podiam desfrutar com responsabilidade dos recursos naturais, oferecidos gratuitamente para o bem comum.

Ao longo do tempo, prevaleceram sentimentos hostis, nas relações humanas, houve rebeldia em relação a Deus e os interesses pessoais se sobrepuseram ao bem comum. Grande foi a bondade de Deus que, através da Encarnação, fixou de novo a sua morada na Terra criada por Ele, para que se assemelhasse à Casa Comum do Céu, preparada para todos, lugar de aconchego e de amor fraterno e universal.

Cristo amou a Terra com um olhar não restrito aos habitantes da Palestina, mas voltado para todos os seres humanos. O maior feito d’Ele foi ter vencido o principal inimigo, causador de todos os males que vinham acontecendo na Casa Comum.

Recriou uma nova e grande família, redimida pelo seu sangue derramado na cruz.

Ao longo da História e, sobretudo nestes últimos tempos, aconteceram outros estragos. Foi por isso que o Céu pediu a São Francisco para reparar a Casa Comum, ameaçada, explorada, deformada pela ambição e ganância dos homens.

Foi na linguagem da poesia, no olhar do pobre, na mão amiga e companheira, na canção dos passarinhos, nas cores das flores, no fio de água nascente, que Francisco soube cantar a beleza da Casa Comum, com o seu hino de amor a Deus e às criaturas.

Seguindo os passos do Santo de Assis, também Papa Francisco renovou, na Encíclica

"Laudato Si’", o apelo para todos os habitantes da Casa Comum a olharem o caos social, a multidão dos famintos, a procissão dos ‘lascados’, as explosões de morte, os inocentes mortos ou feridos, os territórios bombardeados, as sementes envenenadas, o ar poluído, as águas contaminadas, as matas amazônicas ameaçadas e as áreas urbanas sem saneamento básico.

Pesa por demais o medo de como irá ficar a Casa Comum se não houver uma nova consciência de paz e de boa vontade, para pratear a Terra de luz, de beleza, de justiça, de honesta distribuição dos bens e, sobretudo, em garantir serviços de qualidade para todas as populações.

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