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Orgulho de ser advogada

11 NOV 2015 - 07h00

lorena-burger-jurada-do-c-de-cronica-frrSer advogada é sonho de criança que se realizou.

Passei parte de minha vida cercada por advogados que mantinham amizade com meus familiares e por morar na capital era comum vê-los entrar no Palácio da Justiça com aquelas escadarias imponentes, que parecia eleva-los a um patamar diferenciado das demais pessoas.

Ouvia, quando em seus escritórios, as discussões acaloradas sobre a defesa dos direitos das pessoas e ficava imaginando como era bom ter mentes brilhantes buscando o entendimento intrínseco das normas jurídicas no aperfeiçoamento da aplicação da Justiça.

Nos bancos da faculdade envolvida nesse universo fascinante das leis, dos códigos, que fazem parte da história da humanidade e de seu progresso como sociedade igualitária, continuei sonhando em trabalhar na defesa dos direitos, lutar pela aplicação da Justiça sempre.

Por certo, como todo estudante, após a formatura e de posse de seu sonhado diploma percebemos que a realidade é muito diferente daquela utopia imaginada, afinal a aplicação das leis não se dá de forma irrepreensível e a Justiça por vezes falha e acaba causando danos irreparáveis.

No entanto, a entrada para a realidade, ciente dos entraves burocráticos que deveria enfrentar da lentidão de nosso judiciário, que se encontra atravancado de processos e, isso não é fato novo e de posse de um número que me identificava como advogada atuante me propus a buscar a aplicação do direito sempre de maneira ética, seguindo os princípios morais que me foram ensinados no lar e aperfeiçoados com os estudos, acionando a Justiça na defesa daqueles que necessitassem e isso venho fazendo já há alguns anos, com um prazer infinito, que me permite continuar na ativa, mesmo quando muitos entendem que já deveria ter encerrado minha carreira por conta do tempo e da idade.

Tempos atrás um candidato à presidência de nossa entidade de classe disse que o sangue que pulsava em nossas veias era do tipo OAB. Na época analisando a correlação que fez no sentido de angariar votos para sua campanha, vi que de fato o sangue que corre nas veias dos profissionais do Direito é de fato do tipo OAB, pois, o tipo O é o doador universal e somos assim, como profissionais, nos doamos integralmente à causa que abraçamos, muitas vezes perdendo noites de sono, buscando o amparo legal que necessitamos na defesa do direito. O tipo AB é o receptor universal, e sim, também agimos dessa forma, quando somos colocados na posição de defensor, intercessor daquele que teve o direito usurpado, o advogado se torna um receptor de todos os desafios que deverá enfrentar no exercício de sua profissão, para que a Justiça acionada responda condignamente ao que foi pleiteado.

Sem o advogado a Justiça seria inerte, depende dele, de suas iniciativas, desse tipo de sangue que corre nas veias desses profissionais que o faz se doar integralmente ao Direito e de trazer para si a responsabilidade de pleitear a aplicação correta das leis para que se realize a verdadeira Justiça.

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