Envie seu vídeo(11) 97569-1373
sexta 18 de setembro de 2020

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 18/09/2020
PMMC COVID SAÚDE
PMMC COVID LAR
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO

Os cachorros amigos dos moradores de rua

26 AGO 2016 - 08h00

carmineA sensibilidade dos cachorros, inclina-os a simpatizar-se com os moradores de rua. Frequentemente, os andarilhos se mostram interessados a acolher os vira-latas e torná-los amigos. Deparamo-nos muitas vezes, com o olhar ternamente tristonho dos vira-latas, que ficam sempre perto dos irmãos de rua.

A amizade é recíproca, como também a fidelidade, eles vivem grudados um ao outro. Se falam por gestos, sinais e com tantos olhares. Deitados ao lado de seus donos, repousando nas patas dianteiras, olham os transeuntes, com uma mistura de vontade de os conhecer e medo de serem chutados. O cachorro, antes de ser adotado pelos andarilhos, vive na rua e sem dono, comendo restos e sobras de alimentos jogados no lixo. Encontrando quem o acolha e compartilhando o seu tempo com o novo dono, torna-se bem mais comportado e aceita obedecer ao seu novo patrão. Quem passa perto do cachorro que fica de guarda ao lado do patrão, percebe que os dois estão sofrendo uma certa descriminação, a exclusão e marginalização por parte da sociedade, apesar de que, o cachorro e o morador de rua têm muita história para contar. Unidos, os dois vivem a mesma dura e triste sorte. A diferença está no fato do cachorro acostumar-se a ficar ao lado do patrão, dorme debaixo do cobertor, é levado a um posto de gasolina e toma banho como o seu patrão. Saiu da sujeira, do perigo de ser surrado e andar cheio de sarna e aprende a ter um pouco de autoestima. Torna-se o novo amigo canino, falando e olhando feliz o seu dono, mergulhando numa euforia que o leva a brincar e fazer festa. O morador de rua balança a cabeça, ao olhar para o seu fiel amigo e o cachorro abana o rabo em sinal de satisfação. Somos desafiados, a acreditar na mudança de comportamento de tantos cachorros, que começam a serem diligentes, exatamente como os seus patrões queriam. A vida do morador de rua, perde somente de São Francisco. À semelhança do Santo, vive na pobreza total, tendo a terra, o chão, a lua e a água como irmão e irmã. Quando um morador de rua adoece e fica deitado no chão, sem conseguir se levantar, o cachorro mostra toda a sua natureza amorosa e leal. Fica triste, choramingando, se lamentando baixinho e derramando o próprio afeto pelo seu mestre, que o trata como um companheiro humano. Às vezes durante o dia ou à noite, é normal vê-lo descansar a sua cabeça no colo do patrão, simplesmente porque quer permanecer perto dele. O morador de rua, passa o seu tempo com o cachorro, que procura fazer seu amigo feliz, manifestando uma incrível solidariedade. Que esta história, ensine-nos a sermos mais diligentes e solidários com os nossos irmãos de rua. Os encontramos em todas as cidades e em todos os cantos do mundo. Não deixemos que sejam apenas os cachorrinhos, a refazer as forças dos irmãos de rua. Deus ajuda a quem ajuda ao próximo. Existe em muitos, a tendência de criticar e ser pessimistas, em relação ao futuro dos moradores de rua. A sociedade fica enfastiada com eles e quer vê-los ir rapidamente fora da cidade. No entanto, as coisas não acontecem assim. Apesar desses irmãos, viverem com o preconceito, desapontamento e a instabilidade, a fé nos dê a força, para apoiarmos a natureza frágil dos que abandonam o lar, procurando os mais sábios rumos, para a sobrevivência e o bem-estar deles. A Prefeitura, as Paróquias, as Igrejas e outras Associações, sejam o ponto de partida, ao se mostrarem realmente interessados pela miséria dos outros, através da caridade, de que o mundo sempre necessita.

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias