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Jornal Diário de Suzano - 27/09/2020
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Paulo Tokuzumi o timoneiro do barco

08 ABR 2016 - 08h00

carminePaulo Tokuzumi, vem empurrando o barco flutuante, com todas as suas forças, bebendo, às vezes, a água salgada e amarga e arrastando a rede, com os outros membros da administração. Não estão longe da terra e, o resultado da pesca não foi grandioso. A travessia do mar não foi fácil. Não faltaram palavras de ordem aos marinheiros e pescadores para que o barco seguisse a melhor rota e tivesse uma pesca mais abundante.

Paulo, no seu coração, continuará a guardar o seu amor pela cidade de Suzano, mesclando-se de novo aos suzanenses, aos seus amigos, como ele me disse após a Missa de Ação de Graças, celebrada na Matriz de São Sebastião, no dia 2 de abril.

Comovente, foi a sua mensagem no final, proferindo cada palavra com o coração na mão. O seu corpo atlético, por ser um apaixonado tenista, parecia jorrar de dentro da sua alma uma luz sobre a realidade, como aconteceu com Pedro que voltou da pesca triste, mas confortado, pela luz da fé no Cristo Ressuscitado.

Paulo Tokuzumi, na sua mensagem, reconheceu a boa parceria que sempre teve e tem com o deputado Estevam Galvão de Oliveira e destacou a valiosa contribuição recebida, ao longo de seu mandato, da vice-prefeita dona Viviane, responsável pelo Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe), que desenvolve ações de inclusão social e profissional para jovens, adultos, idosos e pessoas com deficiências.

Me impressionou a fala do prefeito, pedindo a compreensão dos padres, dos presentes e de todo o povo.

É complicado entender o que se passa na Prefeitura, quando falta o diálogo entre os representantes do poder público e o povo. Além de governar, os políticos precisam saber conversar com o povo. Isto vale, tanto para os padres e pastores, que fazem do púlpito o palco de seus eloquentes discursos e pronunciamentos, como também, para o prefeito e os secretários. É necessário sair na rua, caminhando em todas as direções e em todos os cantos da cidade, para se deparar com o rosto das crianças que brincam nas ruas das periferias e dos moradores que vibram ao ver uma autoridade se aproximar deles, para os saudar e cumprimentar.

Paulo Tokuzumi acompanhou a política desde os seus 25 anos, como membro do Legislativo e do Executivo. O papel mais difícil para ele, não foi o de esposo, de pai ou de secretário das Obras, mas o de prefeito. Tem orgulho da sua esposa, dona Nice, casado com ela há 30 anos, de suas filhas, Renata e Carla, de seus pais, pessoas que Paulo recordou durante a sua mensagem e também de ser suzanense.

Todavia, como prefeito, teve ao longo destes quatro anos, um reinado difícil.

A fúria da crise econômica, da dívida, das barganhas no Legislativo e no Executivo, enfraqueceram o seu governo. O seu coração sai ferido, carregando o peso de tantas críticas recebidas. Críticas que afetam toda a administração, mas cujo peso, porém, parece recair todo sobre ele.

E agora? Restam poucos meses, para entregar o cargo a um novo prefeito.

Aqueles que um dia tocaram e pilotaram o barco da administração municipal, como prefeitos, já fizeram o que eles achavam necessário ter feito. O único antidoto eficaz, hoje e no futuro, e sobretudo no mandato de um novo prefeito, é fazer o que o povo acha necessário fazer. Suzano precisa de uma cara nova. Evidentemente os governantes encararão de frente muitos desafios que serão vencidos se o Poder Público e a sociedade civil optarem pelo diálogo .

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