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Jornal Diário de Suzano - 24/09/2020
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Pertencimento

03 SET 2016 - 08h00

Estava lá ouvindo meu "disquinho" (aliás, um jovem tecnocrata me disse que aquilo que chamo de "disquinho" é um "CD", o tal de "disco" era em vinil). Pois é, estava ali tranquilinho, frente ao notebook, escrevendo a minha crônica semanal, quando lembrei de um fato que me surpreendeu.

Para que não fiquem dúvidas no ar e depois me questionem no Facebook, informo que estava ouvindo umas gravações antigas de músicas do compositor George Gershwin, que brilhantemente mesclou Jazz (modelo popular) com Música Clássica (modelo erudito), muito boas.

Então, voltando ao ponto inicial, o fato se deu numa palestra para alunos de curso de Tecnologia, quando fui surpreendido com uma interrogação sobre a expressão denominada de "pertencimento" feita por um jovem aluno.

Eu tratava na ocasião sobre a importância, sobre a necessidade do ensino da história local nas escolas das nossas cidades, especialmente, nas de periferia das metrópoles.

Esta expressão, "pertencimento", refere-se à compreensão, bem amplamente, de sentirmos que "pertencemos" a uma família, a um grupo social, a um local. Isso é uma forma de referência a uma ligação que temos. Não é tema exclusivo da Antropologia, ciência que estuda as culturas dos grupos sociais.

Ela é usada também, e creio, hoje, cada vez mais amplamente, pelos psicólogos.

Já ouvi e li algumas considerações bem interessantes sob a fundamentação psicológica de se "pertencer" a algo.

E sobre o quanto isso pode nos revelar fragilidades pessoais ou seguranças marcantes. Se atentarmos para a criança compreenderemos que ela se equilibra ao ir adquirindo a sensação de pertencer a uma família, a um grupo social. E, sem dúvida, nos vem a mente o caso da depressão que médicos psiquiatras afirmam tratar-se de mal físico, e alguns psicólogos ainda dizem se tratar de resultado de mente frágil, que não resiste a uma crítica, por exemplo. Enfim, não nos cabe aqui entrar na discussão se é um sentimento, amarrado a uma família, um lugar, uma coletividade e sua expressão.

E precisamos desse sentimento para não nos sentirmos perdidos, isolados? Isso então estaria ligado a compreensão de exclusão e desigualdades? E ao mesmo tempo as de alteridade e distinção, das tensões, conflitos? Isso tudo parece complicado?

Nem vamos complicar mais isso.

Quando se inicia o ensino da História na escola, partimos da busca de entendimento tido pela criança pequena, em alfabetização, de onde ela vive, onde mora, com quem.

Depois para a sua rua, seus vizinhos. E vai na identificação do seu bairro, da sua cidade, do seu estado, do seu país, do mundo...

Nós pertencemos a algo, a uma Cultura, feita por Gente num Lugar. Será que identificamos isso? Será que fazemos algo, ou devemos fazer algo, para preservar, para melhorar isso?

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