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Jornal Diário de Suzano - 07/03/2021
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Preparando a Festa do 1º Centenário da Igreja do Baruel

16 SET 2016 - 08h00

carmineQueremos ver a Igrejinha do Baruel linda e recuperada. Faz-se necessário revitalizar, a sua estrutura interna e externa, como também a pracinha e a estrada de acesso ao vilarejo. Em vista da antiga festa a ser celebrada nos dias 24 e 25 de setembro e da comemoração do 1º Centenário da reconstrução da Capela, há uma Comissão que trabalha para a realização do evento religioso e artístico com quermesses e jantares. Os coordenadores da festa esperam conseguir a ajuda de benfeitores, e sobretudo o maior numero de participantes ao evento que inicia com a caminhada no Domingo. A Igreja do Baruel, representa um marco histórico para toda a cidade de Suzano. Guarda a história dos Índios, dos Bandeirantes e dos primeiros imigrantes vindos da Europa, entre eles o inglês Barwel. Um neto do imigrante, Antônio Francisco Barwel, prestigiou com a sua liderança a vida do vilarejo que chamou de Baruel. Houve também um Frei franciscano membro da família Baruel, enviado em missão no território para amenizar o conflito entre os Índios e os invasores. Logo em seguida, com a vinda do Pe. Antônio de Souza de Oliveira, enviado em 1720 para dar assistência religiosa aos imigrantes, foi construída em taipa, a Capelinha dedicada a Nossa Sra. da Piedade. Somente em 1916, com a chegada do imigrante italiano Roberto Bianchi, a Capela terminou de ser restaurada, recebendo uma torre e uma nova fachada. A fé de Ernestina, mulher índia convertida ao cristianismo e esposa de Roberto, foi determinante para que o marido tomasse providências na reconstrução da Capelinha. Não faltaram braços fraternais, que ajudaram o Bianchi na realização da obra.

Hoje, em torno da Capela moram as famílias, porém, o vilarejo não possui nenhum atrativo comercial e turístico e a situação territorial e habitacional está bem intricada, com processos parados no Fórum.

Sobretudo difícil, é o reconhecimento da propriedade do terreno que está em torno da Igrejinha. No entanto, há um esforço para fortalecer a vida de fé na comunidade. Os moradores estavam ansiosos e à espera de algumas melhorias na estrutura da Igreja para tornar mais acolhedora a Cepelinha.

E' a partir do Baruel que Suzano deve começar a contar a sua história às novas gerações e a quantos querem conhecer as primeiras manifestações populares iniciadas neste território.

O sonho da Igreja, é manter a porta da Capela aberta, para os visitantes e os fiéis.

O sonho dos suzanenses, dos moradores do vilarejo e da família Bianchi é manter viva a memória histórica do primeiro conjunto habitacional de Suzano

e do 1º cemitério, localizado a pouca distância do vilarejo e tornar mais atraente e urbanizada, a área pública. No momento, a reforma da Capela engatinha persistente, na arrumação do telhado e na decoração interna.

Há sonhos teimosos, sobretudo por parte de Dona Maura, esposa de Bisaio, a mais cheia de confiança no futuro da Capelinha, querendo-a já novinha e transfigurada.

Todos queremos que a Igrejinha se torne a menina dos olhos da cidade de Suzano, oferecendo aos visitantes elementos históricos, religiosos e turísticos. Hoje há uma Capelinha vazia, ignorada e desconhecida, porém, há braços que estão se erguendo para rezar, louvar e trabalhar. O tempo começa a ser de vida e de esperança.

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