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Jornal Diário de Suzano - 20/09/2020
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Que calor é esse?

26 ABR 2016 - 08h00

lorena-burger-jurada-do-c-de-cronica-frrO outono já chegou, as folhas vão amarelando e caindo dos galhos, deixando as árvores seminuas.

Algumas frutas vão ficando maduras e logo devoradas pela passarada, que também sofre com o calor, que não anima longos voos em busca de alimentos.

As pessoas que se alegraram com o verão que trouxe abundantes chuvas ao entardecer e que refrescavam o ambiente, até causando algumas tragédias pelo volume e intensidade delas.

Os reservatórios foram recuperando parte de suas perdas e em suas bordas pudemos perceber rapidamente o verde da folhagem que havia sumido e até o nível da água que subia transformando a vida dos peixes que ali permaneceram mesmo na esquálida quantidade de água que os sustentavam.

O mês de março trouxe chuvas fortes para nossa região, algumas conseguiram causar danos para muitos, mas como diz a canção as chuvas de março fechando o verão...

Este ano um verão mais alegre, mais fresco, que nos animava até a dar longos passeios, pois, seu calor não queimava com intensidade, mas nos abraçava com mais brandura.

O final do verão chegou e contávamos com o desaquecimento, um pouco de chuva para alegria das plantas e a preparação par o inverno.

Entretanto, parece que o final do verão nos colocou próximo do Sol ou de uma grande fogueira do universo... O calor intenso, o céu completamente azul, quase sem nuvens, nenhuma brisa e as chuvas que ainda se mantém em outros Estados, aqui na nossa região resolveram escassear.

Com isso os reservatórios que vinham em continuada complementação, voltaram a se ressentir da falta de água e até corremos o risco de enfrentar novamente o racionamento.

Já vínhamos economizando, até pelo duro aprendizado que nos foi imposto em anos anteriores e, ficamos apreensivos pela volta da falta desse líquido precioso.

Para colaborar algumas pessoas, que aparentam não ter nenhum senso de responsabilidade estão ateando fogo nas matas que beiras as rodovias, nas serras que circundam nossa região e mesmo na cidade, qualquer terreno baldio com algum mato já serve para uma fogueira e não conseguimos manter nossos quintais limpos, nossas casas são invadidas por um pó negro e gorduroso, além da grande dificuldade imposta às crianças e aos idosos que passam a ter grande dificuldade para respirar e, se tornam presenças frequentes nos pronto atendimentos, nos hospitais e nas enfermarias, por problemas de saúde, agravados pelo tempo seco e pela fumaça.

Esse calor, o tempo seco, também favorece a transmissão de algumas doenças como gripes espalhadas com facilidade por insetos como o Aedes aegypti.

Enquanto vamos ensaiando os passos da dança da chuva, nos apegando a nossa fé, ao nosso santo protetor e, implorando pela volta da chuva moderada, pois, apesar de necessária, carecemos dela sem o ímpeto destruidor com que ela costuma nos brindar.

Por enquanto vamos ficando íntimos de ventiladores e aparelhos de ar condicionado, tomando mais água e consumindo sorvete... Ah!!! Essa é a parte boa!

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