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Que Natal teremos

16 DEZ 2015 - 07h00

lorena burger jurada do c de cronica-frrTenho ouvido nos últimos dias os comentários desanimados sobre as festividades natalinas...

Normalmente nesta época do ano todos estamos correndo em busca de lembranças, por menores que sejam para demonstrar nosso carinho para com nossos familiares, entretanto, a situação em que quase todos se encontram, está difícil até para adquirir pequenos mimos para presentear...

Até as empresas encontram-se em dificuldade, não distribuindo com a mesma fartura os brindes, como faziam em outros tempos...

As reuniões familiares, os amigos secretos estão desaparecendo e os argumentos para esse desanimo são tantos que até ficamos confusos...

Desde a crise que estamos vendo em nosso país, com a possibilidade da cassação do mandato de políticos considerados importantes, a guerra em alguns países, os exilados que abandonam suas casas, seus países para se aventurarem em busca de uma vida melhor... Todos esses são motivos alegados para que o "espírito do Natal" não tenha invadido todos os lares. As ruas estão sempre movimentadas, mas não vemos mais as pessoas naquele afã de fazer as compras, vemos sim, muitas pessoas olhando vitrines e até mesmo comprando, mas com mais cuidado, fazendo cálculos para que o dinheiro recebido não venha faltar para coisas indispensáveis.

Sempre acreditei que as festividades do Natal não tinham a finalidade consumista que o comércio em busca do lucro nos faz imaginar que seja o correto, pelo contrário, sempre entendi o Natal como a festa da família, da reunião dos filhos, dos irmãos, para uma conversa amistosa, para reviver boas lembranças, para planejar o novo ano e para agradecer todas as conquistas do ano que se finda... Na casa de meus pais e de meus familiares mais antigos sempre foi assim...

Não que os presentes fossem esquecidos, pelo contrário, era comum vermos pequenos mimos feitos com carinho pelas mãos habilidosas das avós, das tias que vinham de longe para a grande reunião familiar, podia ser uma toalha de crochê, um bordado, um quadro, até mesmo um bolo caprichado, um pudim que nos fazia salivar de prazer imaginando o momento de saborear... Ninguém ficava esquecido...

E após a oração proferida pelo mais velho, a ceia transcorria alegre, com conversas leves, mas que demonstravam o conhecimento de vida e onde se percebiam nas entrelinhas muitos ensinamentos que acabávamos carregando para o nosso cotidiano...

Quando o sino da igreja (as cidades eram menores e esse som era ouvido com mais nitidez) badalava a meia noite, todos já reunidos na sala se abraçavam efusivamente trocando suas lembranças simples, mas cheias de significado...

Ninguém saía dali, os colchões eram estendidos pelo chão da sala e nos quartos, sobre eles lençóis cheirosos eram colocados e todos se acomodavam para dormir, as crianças eram as primeiras a se aninharem, enquanto os mais velhos ainda permaneciam conversando sobre assuntos diversos...

O amanhecer do dia de Natal era perfumado pelo cheiro de bolos e pães que já estavam à mesa, nos aguardando para um farto café... É desse modo de festejar que ando sentindo saudades...

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