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Jornal Diário de Suzano - 30/10/2020
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Restaurante Popular

23 JUN 2016 - 08h00

eduardo caldas corNeste domingo tive a oportunidade de almoçar no Restaurante Popular de Suzano. Diferentemente das outras ocasiões em que tive este mesmo privilégio, desta vez, almocei do lado de fora.

Tanto das outras vezes quanto desta vez, almocei com um grupo de companheiros: uma das vezes com secretários da segunda gestão do governo Marcelo Candido; outra vez com o meu pai; e uma terceira vez com um grupo de alunos e professores que estudavam gestão de políticas públicas. O nome companheiro é profundo porque é aquele que compartilha o pão. Não importa quantas vezes. Compartilhar uma refeição com outro tem sentido profundo.

Desta vez, no domingo, a diferença é que almoçamos do lado de fora do Restaurante Popular. O almoço diário servido pela prefeitura como garantia de direito foi paralisado, interrompido, extinto.

Coincidentemente, na segunda-feira, 20 de junho, o jornal Folha de São Paulo publicou reportagem com o título "Restaurante a R$1 vira opção até para quem não perdeu emprego". Na referida reportagem, o assunto era o Restaurante Popular na capital paulista como opção de alimentação inclusive para a população recentemente desempregada.

Os restaurantes populares em geral fazem parte de uma política mais ampla de Segurança Alimentar e Nutricional, responsável por fortalecer todo o circuito de produção, acondicionamento, transporte, distribuição e consumo de alimento.

Esta política mais ampla é regida pela Lei 11.346/2006 que cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e inclui uma série de instrumentos dentre os quais o Programas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa de Inclusão Produtiva Rural e os Restaurantes Populares.

No caso de Suzano, o Restaurante Popular fazia parte de um conjunto de iniciativas articuladas dentre as quais: facilitação de obtenção da Declaração de Aptidão do Produtor (DAP) para agricultores familiares; Banco de Alimentação; Educação Alimentar; Agricultura Urbana. Além disso, o Restaurante Popular servia alimento balanceado em um espaço físico muito especial: uma "construção histórica" de Suzano. O que sobrou da antiga Sociedade Vinícola Suzanense (SOVIS) foi "restaurado", as tesouras do teto foram recuperadas, as paredes de tijolos foram conservadas e nelas foram fixados quadros que permitem viajar no tempo revisando a história da Cidade.

Finalmente, no caso de Suzano, foi aberto o Bom Prato, política pública promovida pelo governo do Estado; e fechado o Restaurante Popular, política pública articulada e integrada em uma política pública mais ampla de Segurança Alimentar e Nutricional.

O que deveria ser uma soma de ações articuladas como a promoção do Restaurante Popular mais Bom Prato mais Banco de Alimentos mais uma infinidade de outras iniciativas; tornou-se à primeira vista uma espécie de soma zero, ou seja, a abertura do Bom Prato compensando o fechamento do Restaurante Popular; mas com olhar mais reflexivo, percebe-se que a soma é negativa porque o fechamento do Restaurante Popular de Suzano reduziu a capacidade de atendimento da demanda por alimento da população; desarticulou uma série de iniciativas anteriores como o Banco de Alimentos e uma série de iniciativas potenciais. Além disso, o fechamento do Restaurante Popular atentou contra um patrimônio histórico e arquitetônico do município.

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