Envie seu vídeo(11) 97569-1373
sexta 25 de setembro de 2020

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020
Pmmc Sarampo
ÚNICCO POÁ
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO
PMMC COVID SAÚDE

Samira Antoun Bou Assi, casada com Maurice marcou a emigração libanesa

15 ABR 2016 - 08h00

carmineA Colônia libanesa, renovada pela dádiva divina, de ser acompanhada e amada pela Igreja Maronita, na pessoa de Dom Edgar Madi, vive a sua história ligada à Pátria libanesa e à brasileira. Dom Edgar foi nomeado, em 2006, pelo Papa Emérito Bento XVI, Bispo da Diocese Maronita de São Paulo. É responsável pela recém criada, Paróquia Maronita São Charbel de Suzano, localizada na Praça João Pessoa, unida à Matriz de São Sebastião.

Os imigrantes libaneses, residentes na Região do Alto Tietê, são sinceros patriotas, nascidos no Líbano, que guardam no coração com amor e paixão, o avançar peregrino e migratório, que os trouxe ao Brasil. Sentem no peito, a saudade do País amado e não medem esforços para garantir aos filhos, um futuro melhor.

Dona Samira, falecida há um mês, era de origem libanesa, nascida em Darbaachtor, cidade que visitei, de onde emigrou a maioria dos libaneses, que vivem hoje com suas famílias, em Suzano e na Região.

Samira ainda moça, quando tinha 17 anos, deixou a sua terra, mesclando os afetos familiares, que a levaram a seguir o caminho dos pais, Jorges e Mounira, rumo ao Brasil e também, pelo desejo de seguir o jovem Maurice, oriundo libanês, com o qual casou-se aos 19 anos.

Tornou-se uma mulher profundamente madura, marcada pela luta que compartilhava com o esposo, na educação dos filhos, Ivete, Elias, Rosimeire e Rosalie.

Manifestava um jeito feminino, que explodia de energia, lucidez, nobreza e beleza, que constituíam a síntese de uma vida de sacrifício, de luta e de orgulho pela missão cumprida. A voz de Samira era de sino, firme, vibrante, de timbre cristalino, dominando bem o árabe e o português.

Fiel à tradição da Igreja Católica, abraçou com fé, a prática religiosa do cristianismo, e participava das Missas, celebradas no rito latino e maronita.

No sétimo dia, após o seu falecimento, o Bispo maronita Dom Edgar, esteve na Paróquia São Charbel de Suzano e celebrou toda a Missa em árabe, como se estivesse numa Igreja de Beirute, ou na Paróquia de São Jorge em Darbaachtor.

Estavam presentes familiares, parentes, e muitos patrícios libaneses.

Franciss, esposo de Ivete, e pai de Nazizh, Maurice e Gisele, recordou a figura de Samira com palavras singelas, reconhecendo a grandeza da falecida e da terra que a gerou. Tenho certeza, que ao passo que a Igreja maronita florescer em Suzano, no espírito e na edificação de um templo, maior será a ligação da nova geração libanesa, às raízes e as tradições de seus pais e avós, nascidos no Líbano e emigrados para a terra brasileira. Os encontros mensais das famílias libanesas, para a reza do Terço, da Via Sacra e das celebrações no rito maronita, constituem o patrimônio da milenária tradição católica do povo libanês.

Dona Samira, que veio ao Brasil com 17 anos, acalmou a sede e a saudade de sua terra de origem, contemplando as paisagens paradisíacas do Brasil, com a felicidade de ter ao seu lado um grande esposo e uma bela família, com filhos e netos maravilhosos.

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias