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Jornal Diário de Suzano - 29/10/2020
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Saúde é nosso maior patrimônio; mas tem gente que não cuida!

08 DEZ 2015 - 07h00

Jorge LordelloQuem me acompanha nas redes sociais sabe que além de falar sobre segurança, também comento sobre alimentação saudável e atividades físicas. Gostaria de compartilhar com o amigo leitor narrativa da médica Eliana Franzoi, que é endocrinologista e nutróloga: "Há muitos anos, quando ainda era residente de endocrinologia na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, atendi um senhor de bastante idade, e como ele era cardiopata, diabético, hipertenso e obeso, fui orientada a fornecer-lhe dieta adequada para suas várias doenças. Isso significava restrição de sal, de calorias e abolição total de doces (na época não existiam os diets), e nem pensar em chegar perto de bebidas alcoólicas. Apliquei ao máximo meus conhecimentos dietéticos e, como todo médico jovem, repleto de boas intenções e sem flexibilidade, fui derrubando todos os pequenos prazeres do meu roliço paciente. Percebi que aos poucos sua fisionomia ia tomando um ar maroto de menino travesso. Enfim, estabeleci para ele uma reeducação alimentar perfeita no papel. Então, ele lascou-me uma pérola: "Doutora, vida não é comprimento, é largura! "Muita gente exagera na alimentação devido a processo de carência, ansiedade, acúmulos de problemas e até baixa autoestima. Não importa a motivação, alimentação desregrada pode levar a sérias doenças. Se você abastecer o carro em posto com gasolina adulterada, logo vai perceber que o funcionamento muda completamente. Com os seres humanos é a mesma coisa. O único problema é que a detecção do problema não é tão rápida como acontece com os veículos automotores. Para não ganhar inimizades, parei de falar para amigos fumantes que cigarro faz mal. Certa vez ouvi de um primo a seguinte frase: "Amo fumar. Cigarro é o meu melhor amigo". Imediatamente retruquei: "Puxa... você está escolhendo muito mal suas companhias". Por causa desse comentário ele ficou sem falar comigo por algumas semanas. Qualquer pessoa em sã consciência sabe que o fumo é traiçoeiro e em determinado momento vai gerar doença grave, muitas vezes irreversível. Mas o fumante vê essa possibilidade muito distante, por isso prefere continuar com o prazer no presente. Portanto, não adianta falar faça isso... ou não faça aquilo. O que podemos fazer é gerar ambiente linguístico favorável sobre saúde física e mental como forma de estimular as pessoas a refletirem sobre esse aspecto tão importante para suas vidas.

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