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Jornal Diário de Suzano - 25/11/2017
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Sou do Signo de Câncer

18 JUL 2015 - 08h00

Vamos lá gente, vamos conversar um pouquinho. Olha só que coisa.

Certa vez, numa entrevista, perguntaram-me, "o quê" eu era. Normalmente se responde pela profissão, o que passa muito abaixo do nosso ser. Respondi: "sou uma pessoa". A jornalista ficou olhando, como se não tivesse entendido a resposta. Dei um sorriso e só então ela pareceu se dar conta de que eu ironizava. E completei: "sou do signo de câncer". Foi só então, a partir daí, que começou a perguntar sobre coisas que eu fazia e gostava.

Na minha família tem muita gente desse mesmo signo. Em junho e julho. Além de um monte de amigos, de que gosto muito, tenho irmã, neta, esposa, sobrinhos, desse mesmo período do ano. E melhor que isso, no meu aniversário, há uns tantos anos, recebi de presente minha querida filha. E, sabemos lá o que está para chegar, posso ter uma outra neta, também de presente.

O tempo vai passando e a gente tem de agradecer cada novo instante que nos é concedido, e vivê-lo. É assim que faço. Diariamente. Sei hoje - e quanto tempo custou-me sabê-lo! - que cada dia é uma nova graça. Sou reconhecido.

Tive razões que não me levavam a imaginar que chegaria aos trinta anos de idade. Pois, com esse tempo de vida, tive a bênção de receber o meu primeiro filho. E se continuar, como agora, com saúde, posso chegar ao esperado de minha geração, os oitenta anos. Outra graça.

Mas, permitam-me, amigos leitores. Sei que vocês são imensamente gentis comigo por esses tantos anos juntos. Mas sei também que já fiz algumas tantas coisas boas. Sei que fiz coisas que me deram prazer. Como coisas que ajudaram alguns. Sinto que é o que tinha, e continuo tendo, de fazer.

Meu papel, como cientista, sempre foi o de cumprir com rigor os pontos a que tinha de chegar. E sempre segui por esse método, e quase sempre deu certo. Sempre busquei a precisão da lógica a cada passo do percurso científico, fosse na abordagem literária, linguística, semiótica, na gestão, como no tratamento das políticas públicas.

Como artista, segui, especialmente, na poética, em direção a uma satisfação da construção do enigmático fazer lírico e/ou dramático, sonoro canto, nas suas retas como nas suas curvas. E sinto que alcancei alguns momentos de elaborada edificação. Talvez pareça, talvez até seja mesmo, uma poesia sofisticada, como críticos preciosistas já a classificaram. Não me arrependo de ir a extremos metafóricos no poema.

Amigos, obrigado pela atenção que me concedem. E que siga o tempo...



Suami Paula de Azevedo

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