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Ternura? Sensualidade?

24 OUT 2015 - 07h00

suami-cor_Nas caminhadas da vida, a gente vai conhecendo gente que logo esquece e gente que nos deixam coisas guardadas. Tem gente que se exibe. E gente que não se expõe. Tem gente que nos marca. Algumas até nos conquistam.

Em março de 2015, no Salão do Livro de Paris, encontrei bastante gente. Gente de sensibilidade. Encontrei, sim, claro, escritores com belas obras. Algumas me emocionaram.

Conversando com o antigo reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o Prof. Diógenes da Cunha Lima (contatado em diogenes@dcl.adv.br), descobrimos um monte de pontos em comum, bem além do Magistério, da Gestão de Educação, além das Letras, mas leituras do mundo, próximas. Trocamos nossos livros. Ele me passou, com gentil dedicatória, o seu livro de poemas “Tendresse”, em versão francesa e especial Prefácio, de Bernard Alléguede. Comentários de intelectual francês, mas daqueles que conhecem bem a Literatura do Brasil. E um comentário, interessante, antigo, de 1980, de seu amigo Pierre Villanove.

O livro “Tendresse”, tem como subtítulo “Poèmes d’um Amour Tourmanté”. Poderia querer dizer algo como “poemas de um amor atormentado”, que Villanove prefere destacar o lado ternura (“tendresse”), enquanto Alléguede destaca, por sua vez, a sensualidade vivaz. Vejamos um verso: “J’ai choisi ta beauté pour mon repos” (algo próximo a “escolhi tua beleza para meu repouso”). Uma provocação? como repousar diante da beleza percebida? Este outro: “et de ton corps humide naissent des étoiles” (“e de teu corpo húmido nascem estrelas...”) Uma tentação apenas? Poesia é isso, o discurso permite múltiplas percepções. Não nego o difícil da tradução poética.

O fato é que os poemas me provocaram. São preciosas construções. Mesmo que uma tradução possa alterar o texto. Especialmente um texto poético. Mas um tradutor que se preza não incorre no erro de alterar a mensagem. Todo leitor pode recriar o que leu na sua interpretação, mas não pode se permitir uma leitura tão desequilibrada, tão diversa do escritor, especialmente do poeta. Sensualidade e ternura, por que contraditório?

Destaco que o livro “Tendresse” é uma publicação da Divine Edition, editora da Divine Academie, instituição francesa que, tem Diva Pavesi, como sua Presidente, e que faz um trabalho de alta qualidade com a Cultura Francesa no Brasil, mas, especialmente, com a divulgação da Cultura Brasileira na França e na Europa. Sou testemunha disso. Merece homenagem. É uma publicação de qualidade.

Parabéns, Diogenes, sucesso merecido.

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